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Sem mandato, Eunício perde cargo na Executiva Nacional do MDB

O presidente da Executiva Regional do MDB, ex-senador Eunício Oliveira, viu sumir, nesse final de semana, um dos mais importantes postos que mantinha no comando nacional da sigla – a tesouraria da Executiva Nacional da sigla. O cargo era ocupado pela mulher de Eunício, Mônica Oliveira.

O Ceará não terá pelos próximos 4 anos nenhum representante entre os 8 principais cargos da executiva nacional.

Confira mais informações com o correspondente do Jornal Alerta Geral, Carlos Silva:

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Eunício Oliveira admite possibilidade de candidatura à Prefeitura de Fortaleza em 2020

Durante a Convenção Nacional do MDB realizada neste domingo, o partido encaminhou um dos nomes possíveis para disputar o Paço Municipal de Fortaleza. O ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, se mostrou aberto à essa possibilidade e pode estar na disputa de 2020.

Ele afirmou que estava ausente da mídia nos últimos meses por estar empenhado em projetos internos do partido, como a criação de diretórios regionais em cada macrorregião do Ceará. O ex-senador revelou estar trabalhando para uma renovação dentro partido a fim de uma maior aproximação com a sociedade cearense.

Além disso, o emedebista não descartou aliança com partidos como o MDB, Dem, PSDB, PSD, PP e outros que têm histórico menos polarizado e devem marcar posição no centro do espectro político.

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Eleições Municipais: Domingos encerra, em Juazeiro, arrastão de filiações ao PSD

O PSD encerrou na noite desta sexta-feira (20), em Juazeiro do Norte, a série de encontros regionais para ampliar o número de militantes e pré-candidatos a prefeitos e a vereador nas eleições do próximo ano.  O presidente do PSD, Domingos Filho, já tem em mãos um balanço com resultados acima do esperado em termos de novas filiações.

 

O chamado “arrastão’’ de Domingos Filho fez estragos em bases partidárias de aliados e adversários e, principalmente, no MDB, comandado pelo ex-senador Eunício Oliveira. A caravana passou pelo Vale do Jaguaribe, Domingos atraiu, para o PSD, o grupo do ex-prefeito de Limoeiro do Norte, Paulo Duarte, e do ex-prefeito de Aracati, Expedito Ferreira.

Domingos avançou e tentou tirar, pelo menos, 12 prefeitos do MDB, Eunício reagiu e conseguiu manter aliados, mas não neutralizou a saída do prefeito de Pacatuba, Carlomano Marques.
Carlomano abriu, nessa sexta, em Pacatuba, o penúltimo dos três encontros do PSD – os outros dois tem como sede as cidades de Iguatu (16:30h) , com lideranças da Região Centro Sul, e Juazeiro do Norte (19:30h), reunindo prefeitos, vereadores e ex-prefeitos de cidades da Região do Cariri.


De Juazeiro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, embarca com destino a São Paulo após cumprir a missão de ver as bases do seu partido ampliadas no Ceará. Kassab tem a mesma estratégia para os demais estados no trabalho para fortalecer o PSD na caminhada para eleição presidencial de 2022. O PSD é, hoje, aliado ao governador de São Paulo, João Doria, que é pré-candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro.

KASSAB X CID

Ao longo da semana, Domingos trabalhou para neutralizar as especulações de que, com o arrastão para fortalecer o PSD, estaria se conflitando com os irmãos Cid e Ciro Gomes e com o governador Camilo Santana.


Com gestos e atos, Domingos fez questão de levar à residência do senador Cid Gomes (PDT), em Fortaleza, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o deputado federal Domingos Neto, relator-geral do Orçamento da União de 2020.  Domingos pediu a Cid, com antecedência, um espaço na agenda para esse encontro, que aconteceu, nessa quinta-feira (19), no apartamento do senador pedetista.

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Lava Jato indica que irá avançar sobre cúpula do MDB que perdeu foro

A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná indicou que políticos da cúpula do MDB que não foram reeleitos e que perderam o foro privilegiado devem entrar no alvo da Operação Lava Jato. O procurador Roberzon Pozzobon disse, na última quinta-feira (31), que, sem o foro, pode-se abrir um novo caminho de investigação.

“[Na sexta (1º)], se encerra uma legislatura. Parte dos parlamentares não foi reeleita e, nessa medida, não mais possuirão prerrogativa de foro e, talvez aí, abra-se um novo caminho de investigação”

Nesta semana, foi realizada a 59ª fase da Lava Jato, que teve como alvo um esquema de propina envolvendo contratos da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras.

Na época dos crimes, ocorridos entre 2008 e 2017, a Transpetro era comandada por Sérgio Machado, que estava no cargo sob indicação do MDB.

Machado, que é delator, indicou que políticos da cúpula do partido teriam recebido cerca de R$ 100 milhões em propinas. “Segundo ele [Machado], são pessoas de alto cargo do MDB”, comentou Pozzobon.  

Os valores ilícitos eram provenientes de contratos fraudulentos com o Grupo Estre, que atua na área ambiental e na construção naval, segundo as investigações. 

De acordo com Pozzobon, é difícil identificar, neste momento, os políticos que receberam os R$ 100 milhões. “Até por uma limitação que temos, por enquanto, no tocante à parte dos agentes que possuem prerrogativa de foro e que, portanto, não podem ser investigados na primeira instância”, disse.

A Lava Jato não citou nomes de políticos, mas, no despacho da juíza federal substituta Gabriela Hardt em que a 59ª fase foi autorizada, há citação sobre Márcio Lobão, filho do ex-ministro e ex-senador Edison Lobão (MDB-MA), que acabou de deixar o Senado, já que não foi reeleito em outubro passado.

Marcio Lobão foi citado em despacho que autorizou a 59ª fase da Lava Jato Imagem: Rafael Andrade – 16.jan.2019/Folha Imagem

O documento da Justiça aponta que o pagamento da propina era feito no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Na capital fluminense, “o dinheiro era entregue em escritório da rua México, oferecido por Márcio, filho do ministro Edison Lobão”. 

A reportagem não obteve resposta da defesa do filho do ex-ministro. Já a defesa de Lobão, comandada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que “a falta de credibilidade da delação e do delator é evidente”. Pai e filho já estiveram na mira da PF.

Na delação de Machado, também é citado o agora ex-senador Romero Jucá (MDB-RR), que, assim como Lobão, teria atuado em benefício da manutenção do delator no comando da Transpetro. Foi em conversa com Machado que Jucá falou em “estancar a sangria” da Lava Jato. Jucá também não se reelegeu.

Machado também citou os, a partir de agora, ex-senadores Garibaldi Alves (MDB-RN) e Valdir Raupp (MDB-RO).

Os três emedebistas foram denunciados em agosto de 2017 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

À época, Kakay, defensor de Jucá, afirmou que a denúncia era uma “demonstração clara de um procurador em final de carreira” e que não existia “motivação técnica” na acusação. Raupp declarou que as citações feitas por delatores envolvendo seu nome eram “inverídicas e descabidas”. Já Garibaldi disse que pediria o arquivamento da denúncia por citar a eleição de 2008, na qual ele não foi candidato.

Em comunicado à imprensa, a Estre diz que colabora com as investigações e que está à disposição das autoridades. Já a Transpetro, que se diz vítima do esquema e que apoia as investigações, apontou estar apurando as irregularidades nos contratos citados. 

As informações do Portal UOL