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Policial

Presidente do PSL é alvo de operação da Polícia Federal

O deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente do PSL é um dos alvos da Operação Guinhol, deflagrada nesta terça-feira (15) pela Polícia Federal (PF). Autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços residenciais e comerciais do parlamentar, como sua casa em Jaboatão dos Guararapes (PE).

O objetivo da operação, segundo a Polícia Federal, é buscar provas que possam ajudar na investigação de supostos crimes eleitorais praticados por integrantes do PSL.

A suspeita é que os investigados teriam “ocultado/disfarçado/omitido movimentações de recursos financeiros oriundos do Fundo Partidário, especialmente os destinados às candidaturas de mulheres, após verificação preliminar de informações que foram fartamente difundidas pelos órgãos de imprensa nacional”.

O advogado de Bivar, Ademar Rigueira, divulgou nota em que afirma que a operação está “fora de contexto”. Na nota, Rigueira acrescenta que o inquérito que investiga as suspeitas de uso indevido dos recursos do Fundo Partidário já se estende há dez meses, sem que, segundo ele, as autoridades tenham encontrado indícios de fraude no processo eleitoral. Bivar ainda não se manifestou sobre a ação policial.

“A busca [e apreensão de documentos] é uma inversão da lógica da investigação, vista com muita estranheza pelo escritório [de defesa], principalmente por se vivenciar um momento de turbulência política”, diz ainda Rigueira, na nota.

O nome da Operação Guinhol faz referência a um marionete, personagem do teatro de fantoches criado no século 19, diante da possibilidade de candidatas terem sido utilizadas exclusivamente para movimentar transações financeiras escusas.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco não se manifestou por se tratar de inquérito que corre em segredo de justiça.

*(Com informações da Agência Brasil)

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Política Nacional

Após prisão, PF quer descobrir motivação de grupo que hackeou Moro

Com a prisão de quatro suspeitos de terem invadido o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Polícia Federal agora se concentra na busca pelas motivações do crime. Os investigadores também querem saber se outras pessoas estão envolvidas no caso, o que deve gerar novas fases da Operação Spooling, que apura o acesso ilegal a celulares de diversas autoridades.

Segundo ao correio brasiliense,em depoimento à PF, Walter Delgatti Neto, um dos detidos, confessou que atuou na invasão do celular de Moro; do coordenador da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol; de delegados e juízes. Ao menos mil pessoas teriam sido vítimas de ataque, incluindo autoridades dos Três Poderes.

No apartamento de dois suspeitos, os agentes encontraram R$ 100 mil em espécie, numa mala. Além disso, movimentações financeiras no valor de R$ 627 mil entre março e julho deste ano na conta dos acusados chamaram a atenção.

Até o momento, as diligências apontam para um grupo especializado na invasão de aparelhos telefônicos com a finalidade de acessar contas de aplicativos de mensagens e extorquir dinheiro de parentes e amigos das vítimas.

Os suspeitos, Danilo Cristiano Marques, Walter Delgatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos e a mulher dele, Suelen Priscila de Oliveira, foram presos em Araraquara (SP), Ribeirão Preto (SP) e na capital paulista. Eles estão detidos em Brasília: dois na Superintendência da PF e dois na carceragem da corporação, no Aeroporto Juscelino Kubitschek.

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Política Nacional

A pedido da defesa, Polícia Federal adia depoimento de supostos hackers

Pelo menos dois dos quatro presos por suspeita de envolvimento de invasão do celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, tiveram os depoimentos adiados. O advogado Ariovaldo Moreira, que defende o DJ Gustavo Henrique Elias Santos e uma mulher presa, identificada como Suellen Priscila de Oliveira, pediu que a dupla seja ouvida apenas na sua presença.

Em e-mail enviado à PF, Moreira informou que não autorizava o depoimento sem a presença dele ou de um advogado público. Ele acusa a corporação de dificultar a defesa dos clientes, alegando que só foi informado das prisões quando a dupla já estava em Brasília.

Ele teria, então, que se deslocar de São Paulo até a capital federal. Moreira deve chegar no Distrito Federal nesta quarta-feira (24/7). Gustavo e Suellen foram levados para a carceragem da PF no Aeroporto Juscelino Kubitschek, por falta de espaço na Superintendência, localizada no Setor Policial Sul. Ariovaldo Moreira nega que os clientes sejam hackers.

As prisões foram autorizadas pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Além de Moro, eles são acusados de invadir o celular de outros juízes e de dois delegados.