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Estudantes da UFC se reúnem para impedir entrada de novo reitor da universidade

Estudante se reúnem na manhã desta sexta-feira (23) em frente a Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro Benfica, para protestar contra a nomeação do novo reitor da universidade, Cândido Albuquerque, que tomou posse do cargo nessa quinta-feira (22).

A nomeação de Cândido Albuquerque foi anunciada em edição extra do Diário Oficial da União na última segunda-feira (19). A decisão do presidente Jair Bolsonaro contrariou a preferência de estudantes, professores e servidores tanto em consulta pública quanto na elaboração da lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário (Consuni).

Consulta para Reitor UFC 2019

Estudantes
Custódio 70,14% (6.067)
Gomes 25,86% (2.237)
Cândido 3,98% (345)

Técnico-administrativos
Custódio 53,07% (846)
Gomes 37,51% (598)
Cândido 9,41% (150)

Docentes
Custódio 52,12% (859)
Gomes 40,89% (674)
Cândido 6,97% (115)

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+Novo reitor da UFC, Cândido Albuquerque toma posse nesta quinta-feira em Brasília

Na última terça-feira (20) estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) fecharam o cruzamento entre as avenidas 13 de Maio e da Universidade em um ato contra a escolha de Cândido Albuquerque, feita por Jair Bolsonaro, como novo reitor da instituição.

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+Manifestação: estudantes da UFC protestam contra escolha do novo reitor da universidade

O novo reitor foi o terceiro mais votado em uma consulta pública realizada dentro da Universidade. Cândido Albuquerque, que recebeu 610 votos, ficou atrás do professor Custódio Luís Silva de Almeida, com 7.772 votos, atual vice-reitor, e do professor Antônio Gomes de Souza Filho, atual pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade ficou em segundo lugar, com 3.499 votos.

Mestre em Ordem Jurídica Constitucional pela UFC (2009) e doutor em Educação Brasileira, também pela UFC (2016), Cândido Albuquerque é docente dessa universidade desde 1991, lecionando a disciplina Direito Penal na graduação e na pós-graduação. Foi ainda chefe do Departamento de Direito Público da Faculdade de Direito de 1998 a 2002 e 2008 a 2011 e coordenador do Núcleo de Prática Jurídica da UFC em 2010 e 2011.

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Municípios do Ceará terão atos pela educação e contra mudanças na aposentadoria nesta quinta-feira

Os municípios do Ceará serão palco de uma série de atos durante todas esta quinta-feira (30). Ao todo, seis cidades realizam Marchas Regionais contra a Destruição da Previdência e outras três localidades organizam atos da segunda greve nacional da educação.

As marchas foram convocadas pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Estado do Ceará (Fetamce) em parceria com os 141 sindicatos filiados à organização sindical. As passeatas também têm na pauta a luta contra os cortes do setor educacional, o que levou à unificação das mobilizações às atividades chamadas pelas entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

A avaliação é de que a PEC significaria o fim da aposentadoria enquanto direito universal de trabalhadores e trabalhadoras.

A proposta apresentada suprime direitos sociais conquistados ao longo dos anos e altera o sistema de repartição pelo de capitalização. Além disso, a reforma aumenta as desigualdades e penaliza os mais pobres, avalia Enedina Soares, presidente da Fetamce.

Também são parceiros dos protestos a Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE) e outras entidades do setor educacional, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam).

Confira a agenda:

Marchas Regionais Contra a Destruição da Previdência – Greve Nacional da Educação:

  • Regional Metropolitana – Fortaleza – às 14h, na Praça da Gentilândia
  • Regional Maciço de Baturité – Acarape – às 14h, na Praça da Igreja Matriz;
  • Regional Itapipoca – Amontada – às 8h, no GInásio Poliesportivo Abilhão;
  • Regional Cariri – Barbalha – às 8h, no Parque da Cidade;
  • Regional Iguatu – Iguatu – às 8h, na Praça da Caixa Econômica Federal;
  • Regional Sertão Central – Quixadá – às 8h, na Rua José de Queiroz Pessoa, 2554, Planalto Universal;
  • Regional Sobral – Sobral – às 18h30, no IFCE Campus, na Av. Dr. Guarani, 317, Derby Clube.

Greve Nacional da Educação:

  • Itapipoca – às 8h, na Praça do Cafita;
  • Itarema – às 8h, na Sede do Sindicato de Servidores da cidade;
  • Limoeiro do Norte – às 7h30, no campus do IFCE.

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Cidade

Viagens por aplicativos ficam até 125% mais caras em Fortaleza

As viagens com carros particulares por aplicativos de transporte estão até 125% mais caras do que o comum. Motoristas de todo o Brasil, incluindo Fortaleza, realizam paralisações nesta quarta-feira (8) em vários pontos da capital cearense.

Os motoristas reivindicam aumento da tarifa e protestam também contra as elevações constantes dos preços dos combustíveis.

A 99 afirma que a remuneração dos motoristas parceiros contempla duas variáveis.

“Tempo e distância percorrida, além de uma tarifa mínima. Os ganhos do condutor são calculados de forma independente do valor pago pelo passageiro. A empresa reforça seu compromisso de trabalhar para aumentar a renda dos condutores por meio de um número maior de chamadas e da cobrança de taxas menores em comparação à concorrência”, acrescenta.

Em nota, a 99 informa que segue “observando a evolução do quadro desencadeado pela paralisação dos motoristas parceiros e adotamos medidas para amenizar possíveis impactos ao passageiro”. A Uber ainda não se manifestou.

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Impasse e contratempos: semana chega ao fim sem avanço do Governo na reforma previdenciária

O Governo Federal não conseguiu, nesta semana, avançar nas articulações para ampliar a base de apoio ao projeto de reforma da Previdência Social. Um dos impasses é sobre a definição do nome do relator da PEC 06, que trata das mudanças nas regras para aposentadorias e pensões

O bloco denominado “centrão” não quer indicar o relator e quer deixar a responsabilidade com um dos 55 integrantes da bancada do PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro. A missão é considerada espinhosa e poucos querem arcar com o desgaste e o ônus de assinar uma reforma considerada necessária na área fiscal, mas ruim no campo político e eleitoral.

Os contratempos fragilizam os aliados do Palácio do Planalto e, nesse momento, dos 308 votos necessários à aprovação da reforma previdenciária, o Governo conta com menos de 200 parlamentares. O apoio só será oficializado e exposto no Plenário da Câmara dos Deputados desde que o Governo ceda em muitos pontos da reforma.

Outro aspecto que pesa no caminho do Palácio do Planalto: líderes de bancadas, que se queixam da falta de diálogo entre Governo e Legislativo, impõem mudanças no projeto original da reforma previdenciária, como, por exemplo, a supressão da elevação da idade para os trabalhadores rurais se aposentarem e exclusão da proposta de redução no valor do BPC (Benefício de Prestação Continuada). 

As queixas expõem insatisfação, ainda, com o projeto da reforma previdenciária dos militares que, com a reestruturação da carreira nas Forças Armadas, permite reajuste de remuneração – uma medida considerada privilégio uma vez que os servidores públicos civis não terão bônus com a PEC, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça.

A semana que está terminando é marcada, também, pelos primeiros protestos nas ruas de lideranças sindicais, trabalhadores rurais e entidades que congregam servidores públicos municipais. A voz das ruas acaba por aumentar a pressão sobre os deputados federais. As pressões ganham as redes sociais e os inibem de declarar voto ao projeto enviado ao Congresso Nacional pelo Palácio do Planalto.

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) elegeu nesta sexta-feira (22), como Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, e comandou protestos em, pelo menos, 52 cidades do Interior e da Grande Fortaleza. As manifestações se estenderam a cidades de outros estados brasileiros.

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“Nós vamos parar o Brasil”, protestam manifestantes em Defesa da Previdência

Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal organizam manifestações por todo o país no Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, nesta sexta-feira (22). As manifestações são uma resposta à proposta de reforma apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro. Atos, panfletagens e outras ações devem ocorrer em, pelo menos, 52 cidades do Ceará.

Em Fortaleza, centrais sindicais aderiram ao dia e, na manhã desta sexta-feira, protestam contra a reforma da Previdência. O grupo chega às redondezas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará aos gritos de “se o presidente não parar a Reforma, nós vamos parar o Brasil“, além de palavras de outras palavras de ordem.

Em Russas, as escolas municipais não irão funcionar por conta dos protestos. A ação é organizada por um grupo de sindicatos e entidades. O correspondente do Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), Cid Ferreira, tem mais informações sobre o assunto. 


Em Tianguá, manisfestantes se reúnem na Praça dos Eucaliptos desde às 8 hrs. O correspondente do Alerta Geral da região, Solon Vieira, registrou a concentração na praça.