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Obras do São Francisco não ficarão prontas no prazo estabelecido, afirma presidente do SintePav

Trabalhadores das obras de Transposição do Rio São Francisco, no Ceará, estão em greve a mais de 40 dias e, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral no Estado do Ceará (SintePav-Ce), Raimundo Nonato, a expetativa de entrega da obra da transposição, que beneficiaria os municípios cearenses, marcada para o final do primeiro semestre, não é possível, já que grande parte dos trabalhadores não está satisfeita com as situações de trabalho.

A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), é que o empreendimento seja entregue até maio e entre em operação no segundo semestre deste ano. Em entrevista ao Jornal Alerta Geral (FM 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior do Estado) desta quinta-feira (2), o presidente do SintePav elencou os motivos pelos quais os trabalhadores seguem paralisados. Entre eles, está o descumprimento de uma Convenção Coletiva – acordo entre trabalhadores e empregadores da classe sindicalizada- que se venceu em 31 de março deste ano.

Primeiro, a greve ainda continua com um percentual muito alto. […] Os 50% que retornaram ao trabalho estão em trabalhos lentos. Não estão trabalhando com a expectativa de produção. Até porque, trabalhar obrigado pela Justiça… é quase uma obrigação dos 50% retornarem o trabalho. O trabalhador não está feliz, não está satisfeito.

Após uma decisão judicial do Tribunal Regional da 7ª Região (TRT7), os funcionários que foram obrigados a trabalhar estão indo aos postos de trabalho, mas sem exercer nenhum serviço – conhecida como “greve branca“. Segundo Raimundo Nonato, como o trabalhador está “obrigado pela Justiça“, esse funcionário “não está satisfeito“, o que corrobora para que o andamento das obras não ocorram no prazo esperado. A decisão judicial determinou que 50% dos trabalhadores retornasse às atividades, o que, na prática, não está acontecendo.

Acompanhe a entrevista completa, realizada por Rodrigo Rodrigues, com o presidente do SintePav, Raimundo Nonato: