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Desembolsos do BNDES caem 9% no primeiro semestre

Os desembolsos efetuados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 25 bilhões no primeiro semestre, queda de 9% em comparação a igual período do ano passado. Em 12 meses, houve expansão de 3% ante o período anterior, com liberações de R$ 66,7 bilhões. Os números foram divulgados hoje (25).

Do total de desembolsos feitos entre janeiro e junho, 45,5% (R$ 11,4 bilhões) se destinaram a projetos da área de infraestrutura, alta de 4% em relação ao primeiro semestre de 2018. Destaque para os setores de energia elétrica (R$ 4,793 bilhões), alta de 17% e participação de 19,1% no total de desembolsos, e transportes (R$ 6,1 bilhões), apresentando estabilidade comparativamente ao mesmo semestre anterior, com participação de 24,3% no volume liberado.

Em termos de consultas para novos financiamentos e aprovações de projetos, o BNDES apurou retração de 49% e 39%, respectivamente, nos seis primeiros meses do ano, alcançando R$ 24,7 bilhões e R$ 18,7 bilhões.

Liberações

De acordo com o BNDES, o setor de agropecuária recebeu recursos da ordem de R$ 6,36 bilhões, expansão de 10%. Em contrapartida, os setores de indústria e comércio e serviços tiveram redução nas liberações de 7% e 56%, com R$ 4,78 bilhões e R$ 2,57 bilhões liberados, respectivamente.

Os dados revelam que as micro, pequenas e médias empresas (MPMES) receberam 45,6% dos desembolsos efetuados pelo banco no semestre (R$ 11,5 bilhões). Do total de 114.003 operações registradas de janeiro a junho deste ano, 96,7% foram realizadas com MPMES.

A Região Norte foi o destaque dos desembolsos do BNDES no primeiro semestre de 2019, devido aos projetos de energia elétrica. As liberações para o Norte brasileiro totalizaram R$ 1,6 bilhão, aumento de 108%. O Sul do país também elevou em 10% o montante de recursos recebidos (R$ 7 bilhões). As demais regiões mostraram quedas nos desembolsos de 17% (Nordeste), 19% (Sudeste) e 28% (Centro-Oeste).

O superintendente da Área de Planejamento do BNDES, Pedro Iootty, disse que a perspectiva para o ano é de desembolsos da ordem de R$ 60 bilhões a R$ 70 bilhões. A efetivação desses valores, tanto para cima como para baixo, dependerá do ritmo de retomada da economia. Ele disse que a queda observada nas consultas de projetos foi resultado da mudança no processo de concessão de empréstimos, ocorrida em outubro do ano passado, que deu ao BNDES “maturidade no processo interno de análise, que ganhou velocidade. O banco está mais próximo do cliente”.

Ação complementar

O volume liberado de R$ 25 bilhões até junho foi o menor para o primeiro semestre desde 2000 (R$ 21,7 bilhões). Pedro Iootty disse que a tendência de apresentar desembolsos menores está dentro do novo papel do banco como estruturador de bons projetos, “atuando em uma lógica mais complementar para o mercado”.

A orientação é que o BNDES seja complementar ao mercado, disse, acrescentando que com a economia acelerando, as liberações poderão voltar a evoluir.

Além da mudança no processo interno de concessões, contribuíram ainda para a retração dos desembolsos no semestre as mudanças de governo, da direção do BNDES e o processo de retomada da economia, “que ainda não acelerou”, segundo Iootty.

O superintendente de Planejamento do BNDES reafirmou que o setor de infraestrutura é prioridade para a instituição, com o objetivo de manter a competitividade e produtividade do país.

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Carlos Alberto Alencar Destaque2

Governo deve oficializar liberação anual do saque de contas ativas e inativas do FGTS

Segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o Governo liberará todos os anos o saque de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O assunto foi destaque no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104.3 – Expresso Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior), pelo jornalista, Carlos Alberto Alencar.

O ministro deu a declaração em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília. A liberação do saque de contas do FGTS deve ser oficializada pelo Governo nesta quarta-feira (24). De acordo com Paulo Guedes, o valor a ser liberado pelo governo deve somar R$42 bilhões, sendo R$ 30 bilhões em 2019 e R$ 12 bilhões em 2020.

O comentarista relata que dos R$ 30 bilhões previstos para esse ano, R$ 28 bilhões deverão ter origem do saque do FGTS e outros R$ 2 bilhões das contas do PIS e Pasep.

Confira a análise completa clicando no player abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estadual Economia Destaque3

Maior parte do dinheiro do FGTS provavelmente será utilizada para pagar dívidas, afirmam especialistas

Com o registro de junho de 64% de famílias endividadas, o maior desde julho de 2013, especialistas acreditam que boa parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do PIS disponível para saque será usada para pagar dívidas.

Desse modo, ainda que o detalhamento da medida tenha ficado para a próxima semana, a equipe econômica espera provocar uma reação na estagnada economia, ao injetar no consumo cerca de R$ 63 bilhões dos recursos dos trabalhadores.

Falta, porém, definir o percentual do fundo autorizado para saque das contas ativas e inativas, e detalhes sobre a inclusão do PIS e do Pasep, além das novas regras para acesso ao dinheiro em caso de demissão sem justa causa, regras que o governo também pretende alterar.

Entre as estratégias avaliadas pelo Executivo está liberar saques de 10% a 35% a depender do valor do saldo das contas ativas. Outra opção seria permitir que o trabalhador saque recursos do FGTS periodicamente, como na data de aniversário.

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Política Nacional Política

Grana do FGTS: Anúncio fica para a próxima semana, diz Ministro da Casa Civil

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o anúncio da liberação de saques das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será semana que vem, contrariando a expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro anunciaria nesta quinta-feira (18) em cerimônia de comemoração pelos 200 dias de governo.
Segundo o ministro, o prazo de até a próxima semana é necessário para que ajustes técnicos sejam feitos pela equipe econômica. O governo também deve liberar o acesso a contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).
“Os técnicos estão fazendo ajustes e nós tomamos a decisão de que na semana próxima vai ser feita a apresentação da medida provisória que trata do Fundo de Garantia e também do PIS/Pasep. Os dois serão apresentados conjuntamente, provavelmente entre quarta e quinta-feira da semana que vem”, disse o ministro.
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Ministério da Economia deve liberar saque de até 35% de contas ativas do FGTS

Os trabalhadores cearenses que possuem contas ativas (dos contratos de trabalhos atuais) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ficar atentos. A equipe econômica do governo federal estuda a possibilidade de liberar o saque de até 35% destes recursos e injetar cerca de até R$ 30 bilhões na economia nacional. Segunda o jornal Estadão, o objetivo é impulsionar a economia por meio do consumo.

De acordo com a matéria o Ministro da Economia Paulo Guedes manifestou a ideia de autorizar o saque de 35% para quem possui até R$ 5 mil no fundo; de 30% para quem tem R$ 10 mil no FGTS e de 10% para quem detém acima de R$ 50 mil. O percentual para quem tem entre R$ 10 e 50 mil reais ainda não foi definido.

A medida do governo é semelhante ao que foi feito em 2017, durante o governo Michel Temer, onde 25,9 milhões de trabalhadores fizeram o saque de cerca de R$ 44 bilhões de contas inativas do FGTS. Para Guedes a distribuição de metade do lucro do fundo no ano anterior para os trabalhadores com contas no FGTS realizada por Temer foi positiva

Para os trabalhadores demitidos sem justa causa o governo estuda limitar o saque da totalidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, quem é demitido sem justa causa pode retirar todo o recurso que tem no fundo, além de uma multa de 40% sobre esse valor.