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Em defesa do turismo rodoviário

O setor de turismo se utiliza de vários modais de transporte para acontecer. Dependendo dos destinos a serem alcançados, os percursos podem ser feitos por via aérea, terrestre, ferroviária e/ou marítima. Cada um com suas características próprias, desempenham um papel diferente, porém, complementar no mercado de viagens.

O transporte rodoviário de passageiros, seja intermunicipal, interestadual ou internacional, emprega quase 200 mil trabalhadores em cerca de 8 mil empresas no país atualmente. De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil conta com 1,72 milhão de quilômetros de rodovias. O transporte de passageiros pelas estradas brasileiras é composto por duas atividades econômicas diferentes: o serviço regular de linhas e o transporte sob regime de fretamento. Juntos, são responsáveis por quase 20% do PIB do transporte nacional, segundo dados do IBGE.

É importante destacar a relevância do turismo rodoviário para o desenvolvimento de destinos turísticos, principalmente para aqueles próximos aos grandes centros e que não são atendidos pelo transporte aéreo. Nesse caso, o turismo rodoviário é essencial para complementar as viagens. Com isso, a modalidade vem ajudando a desenvolver economicamente diversas cidades com potencial turístico pelo país, gerando renda e emprego nessas localidades. Com boas estradas e serviços rodoviários de qualidade, além de menos burocracia, certamente, estimularemos o turista nacional e internacional a viajar mais dentro do Brasil, conhecendo novos lugares e aumentando seu tempo de permanência no país.

Com relação às leis que regem o setor, é precisar ressaltar a necessidade de atualizar o decreto nº 2.521, de 1998, para permitir que sejam realizados embarques em ônibus fretados não apenas no destino de origem. Com essa liberação, sem dúvida, ficará mais fácil a formação de grupos de excursão e passeios.

Para estimular o turismo rodoviário também é preciso que as políticas relativas ao setor tenham continuidade e a legislação seja constantemente atualizada, além da necessidade de uma maior união e interação dos agentes envolvidos na sua cadeia produtiva. O que temos hoje são leis ultrapassadas e que dificultam o trabalho das empresas do setor, aumentando seus custos e inviabilizando investimentos.

Apenas para citar um caso emblemático, no feriado da Páscoa, a Avianca cancelou dois mil voos e as empresas de ônibus foram impedidas de transportar os passageiros, em função das exigências burocráticas relacionadas às normas de fretamento de veículos, entre elas a necessidade de uma prévia autorização ou licença da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT.

Por fim, estamos vivendo um momento de profundas mudanças, onde podemos finalmente vislumbrar a possibilidade de destravar e estimular o setor de turismo no Brasil. Não pode nos faltar empenho em mostrar ao poder público a importância de mais incentivos para que as opções de viagens rodoviárias possam se expandir no país e assim serem mais uma ferramenta do crescimento do turismo brasileiro.

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Cotidiano

Pesquisa mostra que 97% das mulheres já sofreram assédio em transporte

Uma pesquisa aponta que 97% das mulheres brasileiras dizem já terem sido vítimas de assédio em meios de transporte. Além disso, 71% das entrevistadas conhecem alguma mulher que já sofreu assédio em público. A pesquisa foi realizada pelos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, em parceria com uma empresa de transporte por aplicativo.

Para fazer o estudo sobre violência contra a mulher no transporte e entender os obstáculos e desafios que as mulheres enfrentam em sua locomoção pelas cidades todos os dias, foram ouvidas 1.081 brasileiras em diversas regiões do país e que utilizaram transporte público e por aplicativo nos três meses anteriores à data do início do estudo, em fevereiro deste ano.

Segundo o levantamento, 72% das entrevistadas dizem que o tempo de locomoção entre a casa e o trabalho influenciam na decisão de aceitar um emprego ou permanecer nele. Ainda assim, 46% das entrevistadas não se sentem confiantes para usar meios de transporte sem sofrer assédio sexual.

De acordo com a pesquisa, uma em cada quatro mulheres (75%) se sentem seguras quando usam transporte por aplicativo, número que passa para 68% entre as que mencionam o uso dos táxis, enquanto 26% se sentem seguras no transporte público.

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Economia Destaque3

Aplicativos de transporte representam gasto médio de R$ 119 da renda dos brasileiros

De acordo com a pesquisa da Guia Bolso, plataforma de organização das finanças pessoais, os gastos com os principais aplicativos de transporte no País, como Uber, 99Pop e Cabify, comprometeram, em média 9,5% da renda dos usuários. Ao todo, estima-se que cerca de 72 mil pessoas utilizam a plataforma. O gasto médio com esse serviço, no mês de maior,  foi de R$ 119.

Em segundo lugar, ficaram as despesas com aplicativos de entrega de comida. A média gasta pelos 39 mil usuários que pagaram por esse serviço foi de R$ 85, cerca de 8,1% da renda registrada por esse grupo.

O gasto com aplicativos de filmes está presente na vida de 30 mil pessoas. Já os aplicativos de músicas consta no orçamento de 49 mil usuários. A pressão sobre as contas, no entanto, foi bem menor: nenhuma das duas despesas chegou a passar de 3% do orçamento.

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Cotidiano

Você se encaixa? 76% dos brasileiros não planejam gastos com transporte, diz pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30), no evento Summit Mobilidade Urbana 2019, em São Paulo, apontou que o 76% dos brasileiros não fazem nenhum planejamento a respeito de gastos com transporte.

A pesquisa revelou que há diferença entre a percepção de quanto se gasta e a realidade com os transportes. Entre os donos de carros, essa diferença chega a ser seis vezes maior. O proprietário de automóvel declara gastar, em média, cerca de R$ 357 com o carro, mas o gasto real pode chegar a R$ 2.090,58 por mês, considerando-se também os valores de combustível, IPVA, seguro e manutenção de carro, entre outros.

O gasto médio das despesas com transporte que foram declaradas na pesquisa pelos entrevistados chega a R$ 211, mas esse gasto varia quanto à classe social: na classe A, a média é de R$ 446 por mês, enquanto nas classes D e E esse gasto chega a R$ 158.

Tempo de deslocamento

O estudo revelou que os brasileiros gastam, em média, 1h20 para se deslocar (ida e volta) para as atividades principais do dia. Esse gasto chega a 2h07 para que se cumpram todos os deslocamentos diários, ou seja, uma pessoa perde cerca de 32 dias por ano no trânsito.

As pessoas das classes D e E são as que levam mais tempo nesse deslocamento: cerca de 130 minutos, a cada dia, seguida pela classe C, em média, 129 minutos, e a classe B, 124 minutos. Enquanto isso, a classe A leva cerca de 94 minutos. 

As regiões onde se gasta mais tempo nesses percursos são a Sudeste, com média de 144 minutos, e a Nordeste, com média de 132 minutos. O custo com o congestionamento no país soma perdas de R$ 267 bilhões por ano, o que corresponde a cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Modalidade de transporte

A pesquisa mostrou que os entrevistados usam, em média, três modalidades de transporte a cada semana, sendo a principal o percurso a pé (70% dos entrevistados declaram ser essa a sua principal modalidade de transporte), seguida pelo ônibus (46%) e o carro particular (43%). Já o uso dos carros por aplicativos vem crescendo, atingindo 18% dos entrevistados, mesma quantidade de pessoas que dizem utilizar motos. Em seguida, aparecem as bicicletas e patinetes (16%), metrô, trem, BRT ou VLT (9%) e táxi (7%).

Ainda segundo a pesquisa, 30% dos proprietários de carros disseram que abririam mão do veículo para utilizar outros meios de transporte. Dos entrevistados que tinham carro, 11% informaram que tinham, mas deixaram de ter nos últimos cinco anos. Uma das justificativas seria o gasto com os carros, além de uma mudança no estilo de vida. 

A Região Norte é a que mais se anda a pé no país (caso de 85% dos entrevistados) e são os que menos usam carro (23%). Os moradores da Região Norte também são os que mais utilizam motos (32%). A Região Sul é a que mais utiliza carros no Brasil (66% do total dos entrevistados).

De cada dez entrevistados, quatro declararam que é muito difícil ou difícil se locomover no país. 

A pesquisa, foi realizada pela Ipsos e encomendada pela 99 App, entrevistou 1,5 mil pessoas de 18 anos ou mais, de todas as regiões do país. O estudo foi realizado entre os dias 29 de abril e 8 de maio.

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Interior

Prestação de serviço: integração de ônibus registra 10 mil pessoas cadastradas no Cariri

Pagar uma só passagem para fazer trajetos em linhas de ônibus metropolitanas virou realidade e uma grande economia no bolso do cearense. No Cariri, a integração acontece entre os sistemas de transporte urbano e metropolitanos das cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Missão Velha. O intervalo para realização das viagens é de até duas horas e o serviço já contabiliza quase 1 milhão de viagens realizadas e mais de 10 mil pessoas cadastradas.

O Bilhete Único Metropolitano permite que o usuário circule pelos 14 municípios ligados à capital pagando um valor único. O cadastramento e o cartão do Bilhete Único Metropolitano são gratuitos. Basta levar original e cópia de CPF, RG e comprovante de endereço com CEP a qualquer um dos postos de cadastramento instalados na sua região.

O posto de cadastramento para os moradores da Região do Cariri é no Terminal Intermunicipal, no Centro de Apoio aos Romeiro, na Av. Do Agricultor, em Juazeiro do Norte.