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Árbitro de Vídeo: justiça pra quem?

Existe um ditado muito conhecido que diz “Errar é humano, mas persistir no erro é burrice”, fazendo uma rápida alteração para aplicar o dito popular à atuação da arbitragem brasileira frente aos clubes cearenses, podemos lê-lo do seguinte modo: “Errar é humano, mas persistir no erro é desonestidade”. 

Neste último final de semana, o Ceará Sporting Club saiu mais uma vez saíram de campo engasgado com uma má decisão da arbitragem. Jogando fora de casa, o clube comandado por Enderson Moreira enfrentou o duríssimo São Paulo, que estava em dia de festa. Os torcedores presentes no Morumbi comemoraram a estréia de Daniel Alves pelo tricolor, além de festejar o primeiro jogo do debutante espanhol Juanfran.

Uma linda festa, com ingredientes bem selecionados, restava apenas o sabor final, um triunfo. A vitória veio, e o gol foi justamente dele, Daniel Alves, mostrando seus requintes de qualidade dentro de campo. Sem problemas até aí, méritos da equipe comandada por Cuca por balançar as redes, acontece que cabia ao Ceará fazer seu trabalho, buscar o empate e foi isso que fez na partida.

Conseguiu manter-se sólido durante o primeiro tempo, finalizando bem à meta do tricolor, apesar do gol sofrido após a falha dos marcadores. As tentativas de gol, sobretudo de Ricardinho e Samuel Xavier, foram barradas pelo goleiro Thiago Volpi. No segundo tempo o cenário era de mais equilíbrio, com uma chance pontual do São Paulo logo no início com Raniel, que chutou forte para defesa de Diogo Silva. Porém, alguns minutos depois, eis a polêmica.

Dentro da grande área, o atacante Felippe Cardoso recebeu a bola e tocou para o gol, sendo derrubado na sequência pelo goleiro Thiago Volpi, que não chegou a tocar na bola. Apesar de, claramente, o goleiro impedir a conclusão da jogada por Cardoso vindo com ação violenta pelo alto, o árbitro de vídeo analisou como lance normal, confirmando decisão do árbitro de campo, para protestos do time do Ceará.

A não marcação do pênalti prejudicou a equipe alvinegra que não conseguiu a oportunidade de empatar a partida e voltar pra casa com um ponto na bagagem. Decisão arbitrária, que coloca em cheque a reputação do árbitro de vídeo nas partidas em que estão atuando as equipes cearenses. E assim, após implantação e divulgação como mecanismo inovador de ética e sensatez, fica a pergunta sobre o VAR: Justiça pra quem?