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O senador Tasso Jereissati, em entrevista, nesta segunda-feira, ao Jornal Valor Econômico, expõe novas divergências com o PSDB, destaca a alta rejeição ao Governador de São Paulo, João Doria, e defende apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB). O assunto ganha destaque, nesta segunda-feira, no Bate Papo Político, com o jornalista Beto Almeida, no Jornal Alerta Geral.

Tasso vê Tebet como mais competitiva para enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. Segundo o tucano cearense, Doria tem alta rejeição nas pesquisas, enquanto Tebet ganhou projeção na CPI da Covid e apresenta baixa rejeição.

As divergências expostas pelo senador Tasso Jereissati com a agenda e os rumos do PSDB não são novas, mas ele garante que, no atual contexto, a leitura é feita de forma técnica, com análises de pesquisas e conversas que tem mantido com especialistas e integrantes do mundo político. Ele cita o ex-presidente Michel Temer como um dos nomes ouvidos nessa leitura técnica.

Com base nos números das pesquisas, o tucano considera que Simone Tebet, que ganhou projeção na CPI da Covid e tem baixa rejeição entre os eleitores que já a conhecem, apresenta um caminho mais seguro como terceira via.

“Tem uma alameda onde ela pode crescer. É a mais viável das candidaturas”, afirma Tasso, que, no ano passado, desistiu da pré-candidatura para escolha do nome do PSDB ao Palácio do Planalto e decidiu apoiar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que perdeu a eleição interna para o Governador de São Paulo, João Doria.

Para o senador cearense, se o quadro de hoje permanecer, não há dúvida de que Lula e Bolsonaro irão ao segundo turno. ‘’Se os demais candidatáveis e partidos continuarem nessa intransigência coletiva, de ninguém abrir mão de seu candidato e tiver essa fragmentação de candidaturas, vai dar Lula e Bolsonaro mesmo’’, disse Tasso, ao considerar que, nesse estágio da pré-campanha eleitoral há uma certeza. ‘’não estamos em uma disputa de quem é mais aceito, mas de quem é menos rejeitado’’.

Com essa leitura, Tasso ainda destaca: ‘’É a primeira vez, que me lembro, que a eleição a presidente é nessa perspectiva estranha. Lula tem seu eleitorado tradicional e Bolsonaro, essa recém-descoberta extrema-direita que saiu do armário. E essas outras candidaturas, nenhuma tem um núcleo duro que lhe garanta um percentual relevante para chegar ao segundo turno’’, observa.

Em outro trecho da entrevista ao Jornal Valor Econômico, Tasso elogia a aproximação de Lula e Geraldo Alckmin, mas vê com preocupação a repetição das mesmas pessoas e ideias do PT no entorno do ex-presidente. Alckmin ainda não se pronunciou oficialmente sobre as conversas com o ex-presidente Lula, mas deverá se filiar ao PSB para compor uma aliança com o PT.

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