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Relator da reforma previdenciária, o senador Tasso Jereissati (PSDB) prepara o parecer à PEC 06, que trata das mudanças nas regras das aposentadorias e pensões, e afirma que, quanto menos o presidente falar, mais fácil será o avanço das normas na área da previdência.

Tasso, que define como “horrorosa” a relação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional, disse, em entrevista, nesta segunda-feira, ao Jornal Folha de São Paulo, que o presidente Bolsonaro deve ficar quieto para não atrapalhar a tramitação e evitar atritos.

O Bate Papo Político, entre os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida, no Jornal Alerta Geral (FM 104.3 – Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior + redes sociais do cearaagora), deu destaque, nesta segunda-feira, as declarações do senador cearense que, hoje, ganha os holofotes da mídia nacional como relator da reforma previdenciária.

Durante entrevista concedida à Folha, o senador Tasso Jereissati falou sobre o que espera do presidente Jair Bolsonaro neste processo de tramitação da matéria, o qual exige articulação e cautela nas palavras:
‘’Qualquer coisa que venha contaminar o ambiente não é bom que venha do Poder Executivo’’, afirmou Tasso que, na entrevista, foi ainda mais longe: ‘’Acho que a postura que ele deve ter é quanto mais calado, melhor, que aí as coisas fluem com mais tranquilidade, sem criar nenhum ponto de atrito’’.
Uma das medidas adotadas por Bolsonaro para levar a reforma da previdência adiante foi a liberação de medidas provisórias com o intuito de garantir votos favoráveis entre os deputados. Para Tasso, há uma ruptura no discurso durante a campanha e na prática, mas faz parte da realidade.
“Faz parte da nossa cultura. Faz parte do relacionamento histórico do Congresso com o presidente da República. Não deveria ser dessa maneira, mas isso nós vamos resolver só com com a reforma política”. 
Sobre a reforma tributária, pauta que já começa a levantar discussões entre os parlamentares, Tasso pontua que ela deve vir “entrando lentamente, sem se misturar com as discussões da reforma da previdência”. Além disso, o senador considera o tema complexo e afirma que será uma “surpresa muito grande se alguma reforma complexa dessa maneira for aprovada até o fim do ano”.
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