Taxa de desemprego cai para 5,1% e atinge menor nível da série histórica no Brasil

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior, quando estava em 5,6%, e um recuo de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024, que registrava 6,2%.

Os dados mostram um cenário de fortalecimento do mercado de trabalho, com avanços tanto no número de pessoas ocupadas quanto na redução do contingente de desempregados.

Menor número de desocupados da série

A população desocupada somou 5,5 milhões de pessoas, o menor volume já registrado. O total caiu 9,0% no trimestre, o equivalente a 542 mil pessoas a menos, e recuou 17,7% em relação ao ano anterior, com redução de cerca de 1,2 milhão.

Ocupação bate recorde

Já a população ocupada atingiu 103,0 milhões de pessoas, estabelecendo um novo recorde da série histórica. O número avançou 0,6% no trimestre, com a entrada de 565 mil pessoas no mercado de trabalho, e cresceu 1,1% no ano, o que representa mais 1,2 milhão de ocupados.

O nível da ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 58,9%, também o maior já registrado. O indicador subiu 0,2 ponto percentual no trimestre e permaneceu estável na comparação anual.

Subutilização e desalento em queda

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 13,4%, a menor da série histórica. O índice recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e caiu 1,8 ponto percentual na comparação anual.

A população subutilizada totalizou 15,3 milhões de pessoas, com queda de 3,3% no trimestre (menos 515 mil) e redução de 12,3% no ano, o equivalente a 2,1 milhões a menos.

A população desalentada — pessoas que desistiram de procurar trabalho — ficou em 2,6 milhões, sem variação significativa no trimestre e com queda de 11,5% em relação ao ano anterior, o que representa 343 mil pessoas a menos. O percentual de desalentados foi de 2,4%, estável no trimestre e em recuo de 0,3 ponto percentual na comparação anual.

Informalidade e carteira assinada

O número de empregados com carteira assinada chegou a 39,42 milhões, enquanto os sem carteira somaram 13,6 milhões. Os trabalhadores por conta própria totalizaram 26,1 milhões.

A população informal atingiu 38,7 milhões de pessoas, o que corresponde a uma taxa de informalidade de 37,6%.

Destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,1%
  • População desocupada: 5,5 milhões
  • População ocupada: 103 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,2 milhões
  • População desalentada: 2,6 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,42 milhões
  • Empregados sem carteira: 13,6 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,7 milhões
  • Taxa de informalidade: 37,6%

Por fim, o número de empregados no setor privado alcançou 53,0 milhões de pessoas, também um recorde histórico. O contingente ficou estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 1,1% no ano, com acréscimo de 578 mil trabalhadores.

Os resultados reforçam a tendência de aquecimento do mercado de trabalho brasileiro, com mais pessoas empregadas e queda consistente nos indicadores de desemprego e subutilização.