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O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira, 2, em entrevista à Rádio Jornal do Recife, que o governo atual “aguenta” a Previdência Social sem reforma, mas, segundo ele, o mesmo não vai acontecer com os próximos governos.

Temer deu a declaração ao ser questionado se as reformas já realizadas pelo governo correm o risco de não produzir efeitos caso a da Previdência não vá adiante. Segundo ele, as reformas “já deram certo”, mas é preciso aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria para “fechar” o ciclo reformista.

Entre as principais mudanças propostas pela reforma da Previdência está o aumento da idade mínima para aposentadoria. O governo argumenta que a reforma é essencial para as contas públicas do país e para a superação da crise fiscal.

No entanto, o Palácio do Planalto ainda corre atrás dos votos para aprovar o texto na Câmara e no Senado. A votação no plenário da Câmara, onde é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados, está marcada para começar no dia 19 de fevereiro. Com a volta do recesso dos parlamentares, nessa segunda-feira, 5, o governo vai intensificar as negociações em busca dos votos.

Nos últimos dias, Temer tem cumprido uma agenda de entrevistas em diversos veículos de comunicação. No período de sete dias, ele foi a canais de televisão e emissoras de rádio. Em todas as ocasiões, seguindo a orientação de um publicitário, o presidente aproveitou para defender a reforma da Previdência.

Nesta sexta, ele voltou a dizer que as mudanças são para preservar os direitos de aposentados, pensionistas e servidores públicos.

O presidente foi questionado sobre o impasse em torno da nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho. Ela foi escolhida por Temer para o posto no início de janeiro, mas a posse vem sendo adiada por sucessivas decisões judiciais. Um grupo de advogados, que moveu ação contra a posse, argumenta que a deputada não poderia assumir porque já foi condenada na justiça trabalhista. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer disse que vai obedecer a decisão judicial, seja qual for, mas ressaltou que, no entendimento dele, a competência de escolher ministros é exclusiva do presidente da República.

Com informação do Jornal O Globo