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O presidente Michel Temer não quer o atual presidente da Caixa, Gilberto Occhi, no Ministério da Saúde, como quer as lideranças do Partido Progressista (PP). Temer disse nesta terça-feira, 27, que prefere Occhi na Caixa e pediu ao PP que indique outro nome para a vaga que será deixada pelo ministro Ricardo Barros (PP-PR), que concorrerá nas eleições deste ano.

Nesta quarta-feira, 28, Temer vai receber, no Palácio do Planalto, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), para discutir a sucessão na Saúde. A ideia do PP era indicar Occhi para a Saúde e fazer uma nova indicação política para a presidência da Caixa Econômica Federal.

Ocorre que o presidente Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, combinaram no final de semana que as nomeações para bancos públicos precisarão, agora, de crivo do Banco Central – o que esbarra nos planos políticos de loteamento do PP.

Para evitar desgastes, Temer pediu ao partido, então, que indique outro nome. Occhi também sinaliza ao presidente que prefere ficar no comando da Caixa. Na prática, a manutenção de Occhi na presidência da Caixa é um drible do governo para manter na presidência de um banco público um nome indicado por políticos. Como a regra não deve valer de forma retroativa, ele poderá seguir no comando do banco.

Em janeiro, Temer precisou afastar vice-presidentes da Caixa, após recomendação do Banco Central e do Ministério Público Federal. Os dirigentes eram indicações políticas. Temer também discute outras trocas na Esplanada dos Ministérios. Nessa terça-feira, 27, o presidente conversou com caciques do PR sobre a dança das cadeiras no Ministério dos Transportes. O presidente se reuniu no Planalto com a principal liderança do PR, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi preso durante o escândalo do mensalão.

Com informações do G1

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