Os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos nascidos nos meses de setembro e outubro poderão sacar, a partir desta quarta-feira (15), o abono salarial do PIS/Pasep. Nesta data, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libera o sexto lote de pagamentos do calendário de 2026, que teve início em fevereiro e será concluído em agosto.
Têm direito ao benefício os trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que exerceram atividade com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024, receberam remuneração média mensal de até R$ 2.765,92 e tiveram os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O valor do abono varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados no ano-base de 2024. O pagamento integral é destinado apenas a quem trabalhou durante os 12 meses do ano. Os demais recebem o benefício de forma proporcional. Os recursos poderão ser sacados até 30 de dezembro de 2026.
Neste ano, cerca de 26,9 milhões de trabalhadores serão contemplados, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. As informações sobre valor, banco responsável e data de depósito podem ser consultadas pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital e pelo portal gov.br.
Os trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS pela Caixa Econômica Federal, enquanto os servidores públicos recebem o Pasep por meio do Banco do Brasil.
Calendário do PIS/Pasep 2026
- Janeiro — 15 de fevereiro
- Fevereiro — 15 de março
- Março e Abril — 15 de abril
- Maio e Junho — 15 de maio
- Julho e Agosto — 15 de junho
- Setembro e Outubro — 15 de julho
- Novembro e Dezembro — 15 de agosto
Novas regras
O pagamento deste ano já segue as novas regras aprovadas no pacote fiscal do fim de 2024. O limite de renda para ter direito ao benefício passou a ser de R$ 2.765,92 por mês, valor corrigido pela inflação. Anteriormente, o abono era destinado a trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos.
A mudança faz parte de uma regra de transição. O teto de renda será corrigido apenas pela inflação nos próximos anos, até atingir o equivalente a 1,5 salário mínimo. Como o salário mínimo tende a ter reajustes acima da inflação, a expectativa do governo é concluir essa transição até 2035, quando o benefício passará a contemplar apenas trabalhadores com remuneração de até um salário mínimo e meio.
