Um em cada cinco brasileiros tem desvio de septo; entenda quando o problema exige tratamento

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Cerca de 20% da população brasileira sofre com desvio de septo, quadro em que a parede interna do nariz se encontra deslocada ou torta em vez de estar no centro e reta, segundo a Academia Brasileira de Rinologia. A alteração do septo nasal reduz o fluxo e a passagem de ar, o que pode dificultar a respiração, provocar ronco, ocasionar dor de cabeça e afetar a qualidade de vida. 

A avaliação médica é capaz de identificar o grau do desvio e direcionar o melhor tratamento, que pode incluir a prescrição de medicamentos e o encaminhamento para cirurgia.

A instituição explica que o desvio de septo pode existir desde o nascimento do paciente ou surgir durante a infância, quando ocorre o desenvolvimento dos ossos da face. Os desconfortos tendem a ser sentidos já na fase adulta. 

Entre as causas do desvio de septo também estão traumas no nariz, decorrentes de quedas e acidentes, má formação na gestação, envelhecimento natural do corpo e lesão no nariz durante o parto.

Graus do desvio de septo

Ainda de acordo com a Academia Brasileira de Rinologia, o grau leve é caracterizado por um pequeno desvio na região, sem obstrução significativa e sem sintomas. No grau moderado, a obstrução já é considerável. No terceiro nível, descrito como grave, a obstrução nasal é acentuada e impacta diretamente na qualidade de vida. 

Em todos os casos, é indicado que o paciente procure um otorrinolaringologista, que irá observar a estrutura interna do nariz e poderá solicitar exames de imagem para confirmar o grau do desvio.

Atenção constante aos sintomas do desvio 

A projeção da Academia Brasileira de Rinologia alerta que a população deve se atentar aos sintomas do desvio de septo. Congestão e sangramento nasal, dor de cabeça e secreção constante podem ser sinais de desvio na estrutura. A dificuldade de respirar pelo nariz, principalmente ao fazer esforço ou praticar exercícios físicos, também é considerada um alerta.

A instituição indica que o sono leve ou de má qualidade pode estar relacionado ao desvio de septo e à degradação da qualidade de vida. O cansaço diário gera falta de energia e provoca irritabilidade, o que pode afetar o paciente no trabalho, estudo e até no relacionamento. Explica que a ocorrência do ronco ou de outros barulhos respiratórios na hora de dormir pode atrapalhar o sono do parceiro de cama.