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Uma cidade parada e acuada pelo medo. Foi, assim, a quarta-feira, na Capital cearense. O clima de terror foi imposto pelos bandidos que incendiaram, pelo menos, 16 ônibus e quatro veículos de empresas particulares na Grande Fortaleza. As empresas de ônibus foram obrigadas a recolher os veículos para evitar novos ataques, para proteger os funcionários e os passageiros. Os terminais de passageiros foram fechados. As forças de segurança tentaram identificar os criminosos e dar tranquilidade para a cidade ter o seu ritmo normal. As ações foram, porém, insuficientes, a cidade parou. O crime organizado, com a sequência de incêndios e atos de vandalismo, impôs a desordem, driblou a polícia e transformou a cidade em território dominado. As imagens dos ônibus em chamas ganharam as redes sociais e criaram ainda mais tensão e medo entre as pessoas que tentavam voltar para casa. A longa tarde e noite de quarta-feira, para quem se deslocou às paradas de ônibus à espera de um coletivo, foi de frustração. Sem ônibus, muita gente conseguiu carona e recebeu à solidariedade de amigos, colegas de trabalho ou mesmo de voluntários que se sensibilizaram com o sofrimento de quem sonhava voltar para casa e reencontrar os familiares. A sorte, porém, não ficou para as milhares de pessoas que foram obrigadas a recorrer a motoxistas, taxistas e ao serviço uber e acabaram sendo exploradas com preços de corridas nas alturas. Nessas horas, prevaleceu a lei da oferta e da procura prevaleceu o oportunismo e a exploração. São duras as lições da inesquecível quarta-feira, dia 19 de abril, para a população de Fortaleza. O pior de todas as lições: a cidade, pela primeira vez em sua história, foi dominada pelo crime organizado. Confira o editorial completo no player abaixo:

Editorial-20.04