Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse

A universitária Gillian Keating, de 21 anos, começou a sentir fortes dores de cabeça e náuseas no fim de 2025. Como estava em período de provas, os sintomas foram inicialmente associados ao estresse acadêmico.

No entanto, as crises se intensificaram, chegando a provocar desmaios. Preocupada com a piora do quadro, ela buscou uma segunda avaliação médica, que solicitou uma ressonância magnética.

Diagnóstico inesperado

O exame revelou um tumor cerebral benigno de aproximadamente cinco centímetros, localizado no lobo frontal esquerdo — região responsável por funções como pensamento, movimento e fala.

Apesar de benigno (não cancerígeno), o tumor exercia pressão significativa sobre o cérebro, o que explicava a intensidade dos sintomas.

Cirurgia e recuperação

Após o diagnóstico, Gillian foi encaminhada ao pronto-socorro e passou por uma craniotomia de seis horas para remoção da massa. O procedimento foi considerado bem-sucedido.

Mesmo assim, os médicos indicaram tratamento complementar, como radioterapia, para reduzir o risco de recorrência.

Por causa da cirurgia e do período de recuperação, a estudante precisou:

  • Trancar o semestre da faculdade;
  • Adiar a formatura;
  • Postergar o início de um emprego já confirmado.

Sintomas que merecem atenção

Tumores cerebrais podem apresentar sinais inespecíficos, como:

  • Dores de cabeça persistentes e progressivas;
  • Náuseas e vômitos frequentes;
  • Alterações na visão;
  • Convulsões;
  • Problemas de equilíbrio;
  • Mudanças de humor ou comportamento;
  • Dificuldade de fala ou memória.

Especialistas alertam que dores de cabeça são comuns, especialmente em períodos de estresse, mas sintomas intensos, persistentes ou acompanhados de desmaios devem ser investigados.

Importância da segunda opinião

O caso reforça a importância de procurar nova avaliação médica quando os sintomas não melhoram ou se agravam.

Ao compartilhar sua experiência, Gillian destacou que insistir por exames foi decisivo para o diagnóstico. Segundo ela, se tivesse aceitado apenas a primeira explicação, o tumor poderia ter sido descoberto ainda mais tarde.

Mesmo sendo benigno, o tamanho e a pressão exercida mostraram que o quadro exigia intervenção imediata — e que sintomas aparentemente comuns podem, em alguns casos, esconder condições mais graves.