Muito antes da abolição oficial da escravidão no Ceará, em 25 de março de 1884, o processo já ganhava força no interior do estado, com destaque para a então Vila de Acarape, hoje município de Redenção. Foi ali que, em 1º de janeiro de 1883, mais de cem pessoas escravizadas receberam cartas de alforria, marcando Redenção como a primeira localidade do Brasil a libertar escravizados.
O município, que, hoje, é sede da UNILAB (Universidade da Lusofonia Afro-Brasileira), se consolidou como um dos maiores símbolos da luta pela liberdade no país, carregando até hoje o reconhecimento histórico desse protagonismo.
O repórter Isac Rancine narra, no Jornal Alerta Geral, que um dos marcos dessa memória é o Museu Senzala Negro Liberto, que preserva estruturas originais da época e permite aos visitantes conhecer de perto as condições de vida dos negros escravizados.
Quem passa por Redenção encontra, na entrada da cidade, um momento de uma negra como símbolo da libertação dos escravos. O processo abolicionista no Brasil teve importantes lideranças, como Joaquim Nabuco, que alertava que, mesmo após o fim formal da escravidão, seus efeitos persistiriam por gerações na cultura brasileira.
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