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O prefeito Naumi Amorim (PMB) pode enfrentar uma rebelião na base parlamentar aliada caso não abra diálogo e dê mais atenção aos vereadores.

Os sinais de insatisfação estão espalhados nos quatro cantos da Câmara Municipal. Os vereadores se queixam que, na hora da recisão, Naumi os convida, mas, na hora de dividir o bônus pelas ações do Município, o prefeito os exclui.

‘’O cansaço da espera já está batendo no teto. Não dá para governar desse jeito e não é aceitável essa exclusão da agenda, das reuniões nas comunidades e no anúncio de obras’’. Foi, assim, que se expressou um assessor político que pediu para não ter o nome revelado, mas expôs a insatisfação de muitos vereadores com a desatenção de Naumi. Uma das queixas foi sobre a reunião com os permissionários do mercado Juacy Pontes.

O descontentamento dos vereadores cresce e, para os vereadores mais próximos ao Executivo, o prefeito Naumi precisa  retomar o diálogo o mais rápido possível para evitar um adágio popular: se não agir, o boi vai embora com a corda. Naumi construiu uma base de apoio com a esmagadora maioria dos 23 vereadores.

Hoje, porém, pouco mais da metade declara amor ao prefeito. ‘’Declarar amor significa votar sem questionar. O quadro atual é de questionamento, o que é ruim’’, avalia um ex-vereador.

O líder do prefeito Naumi, vereador Jorge Luis (Pros), sente, também, as dificuldades na convivência entre os parlamentares e o Executivo. Jorge tem boa vontade, mas não tem tido força para construir uma ponte de diálogo com Naumi.

A presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal, Natécia Campos, tem ouvidos conversas ao pé do ouvido sobre a insatisfação dos vereadores, faz ponderações ao prefeito para conversar, mas, até o momento, as articulações não têm dado resultado.