Violência doméstica: Ceará registra mais de 22 mil novos processos na Justiça em sete meses; no país, mais de 945 mil casos foram notificados

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O Ceará contabilizou 22.079 novos processos de violência doméstica contra a mulher entre janeiro e julho de 2026. Os dados revelam a dimensão da violência de gênero no Estado e integram um cenário nacional que também preocupa: o Brasil registrou 945.015 processos relacionados à violência doméstica nos primeiros nove meses deste ano.

De acordo com levantamento baseado em informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o volume de ações judiciais no Ceará representa uma média de aproximadamente 104 novos processos por dia nos sete primeiros meses de 2026.

O histórico mostra que o número de processos no Estado vem crescendo nos últimos anos. Em 2025, foram contabilizadas 35.564 novas ações, enquanto, em 2024, o total chegou a 33.035. Em 2020, foram registrados 20.800 processos.

Mais de 20 mil mulheres foram vítimas de violência no Ceará

Outro levantamento, com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), aponta que 20.024 mulheres foram vítimas de crimes previstos na Lei Maria da Penha entre janeiro e setembro de 2026.

No mesmo período, o Estado registrou 31 casos de feminicídio. O número representa uma redução de 22,5% em comparação com os nove primeiros meses de 2025, quando foram contabilizadas 40 mortes de mulheres em razão da violência de gênero.

Brasil registra 945 mil processos em nove meses

No cenário nacional, o Poder Judiciário recebeu 945.015 processos relacionados à violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, conforme dados do painel do CNJ.

O levantamento reforça a dimensão do problema e a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência.

A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de garantir medidas protetivas de urgência para situações de risco.

Mulheres que estejam sofrendo ameaças ou agressões podem procurar ajuda pelo telefone 180, Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.