Dezembro vermelho: Soropositivos com carga viral indetectável não transmitem HIV, apontam estudos

Com os tratamentos atuais a base de antirretrovirais, cada vez mais pessoas com HIV estão conseguindo reduzir a carga viral no sangue para níveis indetectáveis por testes laboratoriais. Em um seminário no Rio de Janeiro, no Museu do Amanhã, que marcou o Dia Mundial da Luta contra a Aids, o médico e pesquisador Esper George Kallás destacou pesquisas recentes apontando que os indivíduos nesta condição deixam de transmitir o vírus.

Durante o evento, ele fez uma exposição sobre o quadro atual e as perspectivas do tratamento e da prevenção. Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Esper diz que, quando a carga viral se torna indetectável, a pessoa não transmitirá o HIV nas relações sexuais, mesmo dispensando o uso de camisinha. Um dos principais estudos que apontaram nesta direção foi conduzido pela universidade inglesa College London.

“Foi feito um acompanhamento em 14 países europeus com 1.166 casais, onde havia um positivo para HIV e outro negativo. Ao longo do período estudado, eles estimaram que foram feitas 58 mil relações sexuais sem preservativo e foram constatadas zero infecções”, relatou.

Para o futuro, Esper aposta nos estudos com os anticorpos monoclonais, substâncias com estrutura complexa que são produzidas pelo nosso organismo para combater germes. Eles já vêm sendo modificados e produzidos em laboratório em diversas pesquisas.

Hipoteticamente, poderiam ser usados para inibir qualquer substância inclusive o HIV. Estudos com foco na Aids buscam uma forma de empregar estes anticorpos no tratamento e na prevenção.

Com informações Agência Brasil

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