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O Núcleo de Gestão do Conhecimento, Informação e Pesquisa em Saúde divulgou os resultados de uma análise quantitativa de 465 usuários do Sistema Único de Saúde no Ceará com hipertensão. O foco do estudo foi o acesso de pacientes aos serviços de atenção especializada realizado nos ambulatórios de cardiologia, em unidades de atenção secundária e terciária. Os dados foram coletados entre março e maio de 2016.

Segundo a endocrinologista e diretora clínica do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão, Marcela França, uma vez encaminhado pelas Unidades Básicas de Saúde, o paciente hipertenso inicia o tratamento nas unidades de atenção primária. Caso apresente um quadro de alto risco, como hipertrofia de coração ou risco de acidente vascular cardíaco, é encaminhado para as áreas especializadas.

De acordo com os dados divulgados pelo Nucips, 64,4% dos hipertensos começaram o tratamento no serviço de cardiologia, mas desistiram após um ano nos serviços de atenção primária. O, assessor técnico da Coordenadoria de Politicas de Atenção à Saúde, José Iran Oliveira das Chagas Júnior fala que  falta a cobertura adequada pra atender toda a população. A maioria dos usuários vem da região metropolitana e tem dificuldade para se deslocar com frequência até os postos de saúde em Fortaleza para receber o tratamento.

Ele explica que essa desistência dos pacientes também se deve a um fator chamado aceitabilidade da cronicidade. Até que o paciente aceite que ele tem uma doença crônica, que ele precisa continuar voltando ao posto de saúde, ele acaba desistindo do tratamento.

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