ICMS sobre a distribuição e transmissão de energia elétrica tem impacto de R$ 110 bi; Governo do Ceará de olho no julgamento do STJ

Uma pauta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai mexer com os consumidores de energia elétrica e, principalmente, com os cofres dos governos estaduais. O STJ deve julgar, nessa quinta-feira, o mérito do tema repetitivo que dispõe sobre a inclusão da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica (TUST) e da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição de Energia Elétrica (TUSD) na base de cálculo do ICMS.

REPERCUSSÃO NO JORNAL ALERTA GERAL

O repórter Carlos Alberto antecipa, nesta quarta-feira, no Jornal Alerta Geral, detalhes sobre a agenda que está no STJ e é acompanhada de perto pelos Governos dos Estados.

O jornalista Beto Almeida, em seu comentário, no Bate Político, faz um histórico sobre as mudanças na cobrança do ICMS feitas no Governo do então presidente Jair Bolsonaro.

CONTA DE R$ 110 BILHÕES

A decisão terá impacto de R$ 110 bilhões que poderá estourar nos cofres dos Estados. Em 2022, após a suspensão dessa cobrança, a projeção indicava que, em 2023, o Ceará perderia, pelo menos, 700 milhões de reais nas receitas de ICMS.

Os governos estaduais cobram a incidência do ICMS sobre a transmissão e distribuição da energia elétrica. Se a decisão do STJ for contrária aos estados, os consumidores poderão ser ressarcidos pela cobrança no passado do ICMS.

O dinheiro – pulverizado, mal será sentido no orçamento doméstico dos consumidores de energia elétrica, mas, para o poder público, os prejuízos e o buraco nas contas serão inevitáveis. Os governadores acompanham com expectativa essa pauta no STJ que terá impacto na agenda fiscal dos estados.

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