O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desistiu de integrar a comitiva presidencial que seguirá para os Estados Unidos neste domingo (22) para a Assembleia Geral da ONU.
A decisão ocorreu após o governo norte-americano, ainda sob influência de normas adotadas durante a gestão de Donald Trump, impor restrições à circulação do ministro em território americano.
LIMITAÇÕES
Padilha havia sido convidado pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor a delegação, mas foi surpreendido com as limitações impostas pelo governo dos EUA.
O visto diplomático concedido permitia apenas a permanência em Nova York, sede da ONU, com restrições de locomoção dentro da própria Ilha de Manhattan e sem possibilidade de deslocamento doméstico para outras cidades.
PARTICIPAÇÃO INVIÁVEL
Diante do cenário, o ministro considerou inviável sua participação na viagem e optou por não embarcar com a comitiva nem se juntar posteriormente ao grupo em solo norte-americano.
A decisão também inviabilizou uma agenda paralela que Padilha pretendia cumprir em Washington, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Esse tipo de medida restritiva é aplicada pelos Estados Unidos a representantes de governos classificados como hostis ou de risco para a segurança nacional, como ocorre em casos envolvendo países do Oriente Médio.
A manutenção da restrição a Padilha é interpretada como herança da política externa da era Trump, apesar da atual gestão de Joe Biden.
A ausência do ministro na comitiva de Lula repercute no campo político e chama atenção para os reflexos diplomáticos da medida.
