Segundo o Índice Global da Fome (GHI) 2025, o Brasil está entre os oito países mais famintos da América do Sul. O país ocupa a oitava posição, com 6,4 pontos, na categoria de “fome baixa”, refletindo avanços recentes na segurança alimentar, inclusive com a saída do Mapa da Fome da ONU. A Bolívia lidera o ranking regional, com 14,6 pontos, classificada como de “fome moderada”.
O Índice Global da Fome avalia a situação alimentar mundial com base em quatro indicadores:
-Desnutrição calórica;
-Atraso no crescimento infantil;
-Baixo peso para a altura;
-Mortalidade infantil.
A pontuação combina esses fatores, permitindo comparar a gravidade da fome entre países e regiões. Segundo o relatório, embora a média regional da América Latina permaneça relativamente baixa, o progresso estagnou e as desigualdades persistem.
HISTÓRICO DA FOME
Nos anos 2000, o Brasil registrava 11,6 pontos no Índice Global da Fome, caiu para 5,4 em 2016 e, atualmente, apresenta 6,4. Esse avanço no índice está diretamente relacionado à saída do país do Mapa da Fome da ONU após três anos, com a média trienal 2022/2023/2024 abaixo de 2,5% da população em risco de subnutrição — critério que identifica países onde mais de 2,5% das pessoas enfrentam subalimentação grave.
O indicador, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), considera a proporção de pessoas sem acesso regular a alimentos suficientes e saudáveis, levando em conta produção, consumo e distribuição calórica. O Brasil havia retornado ao Mapa da Fome no triênio 2019-2021, depois de ter saído em 2014. Hoje, a prevalência de subnutrição é inferior a 2,5%, enquanto a insegurança alimentar grave atinge 3,4% da população e a moderada, 13,5%. Embora cerca de 8,4 milhões de brasileiros tenham enfrentado fome recentemente, os números indicam melhora em relação aos anos anteriores.
