Os sistemas de armazenamento de carga que alimentam os aparelhos presentes no dia a dia de bilhões de pessoas têm sido objeto constante de estudos. Desenvolver ou melhorar os modelos de baterias de celulares, computadores e carros elétricos, por exemplo, é um processo ainda relativamente recente, mas de imenso impacto para a economia mundial e para a sociedade moderna.
Agora, um estudo de pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha mostra que a pesquisa chegou a uma técnica que pode acelerar o carregamento das baterias, aumentar a quantidade de energia que elas guardam e prolongar a vida útil desses materiais.
O ponto de partida dos cientistas foi entender profundamente como ocorre o transporte de cargas dentro das baterias. Ou seja, como a energia armazenada, após um período na tomada, circula nos eletrodos da bateria e é transmitida para o aparelho eletrônico.
No estudo, foram analisadas propriedades químicas desses materiais e como acontece a transmissão de carga no meio deles.
Com a medição da impedância, os cientistas chegaram a padrões de maior rendimento das baterias, já que condutores MIECs com impedâncias menores aproveitam uma quantidade de carga maior. A principal descoberta desse novo estudo está ligada à espessura das placas MIECs das pilhas. Os testes mostraram que quanto mais finos são os filetes condutores, mais rápido acontece o transporte de eletricidade pelos íons, e, com isso, mais veloz é o carregamento e uma quantidade maior de energia consegue ser acumulada.
Além disso, com esse armazenamento otimizado, o desgaste dos materiais se mostrou menor, pois as trocas iônicas ocorreram mais rapidamente e “gastaram” menos os eletrodos. Com isso, as baterias duraram mais, visto que a vida útil delas está diretamente ligada ao estado físico dos componentes do circuito interno. A expectativa dos cientistas é de que esses conhecimentos possam ter uso comercial na elaboração de novas pilhas mais eficientes no futuro.
Informações – Correio Braziliense
