A biofobia significa qualquer aversão ou fobia relacionada à natureza. A questão é que a biofobia está crescendo, de acordo com uma revisão de 196 estudos sobre o tema. Entre 4% e 9% das pessoas em todo o mundo sofrem de fobias de animais (aranhas e cobras estão no topo), experimentando ansiedade, náuseas e estresse ao se depararem com diferentes espécies.
Mas o problema vai além das fobias clínicas. Muitas pessoas simplesmente se sentem desconfortáveis em ambientes naturais, o que as leva a evitar parques, trilhas e espaços ao ar livre por completo.
Pesquisadores da Universidade na Suécia e da Universidade de Tóquio, no Japão analisaram décadas de pesquisas abrangendo ciências ambientais, psicologia e medicina. Suas descobertas identificam um padrão preocupante. As evidências sugerem que, à medida que as pessoas passam menos tempo na natureza, seu medo e aversão a ela podem se intensificar, potencialmente criando um ciclo vicioso.
MEDO DE ANIMAIS INOFENSIVOS
O espectro da biofobia se ampliou, e ela agora se estende muito além de animais tradicionalmente perigosos, abrangendo espécies que representam pouca ou nenhuma ameaça aos humanos. As causas variam muito de caso para caso, incluindo o que a pessoa acredita sobre a natureza e sua sensibilidade à ansiedade. Fatores físicos também importam: idade, gênero e genética influenciam a forma como as pessoas reagem a encontros com animais, sejam eles selvagens ou domésticos.
INFLUÊNCIA DA INTERNET
O papel das redes sociais tem um impacto sobre o crescimento das biofobias: postagens (verdadeiras ou não) sobre ataques de tubarões, mortes provocadas por cobras ou encontros com ursos tendem cada vez mais a agravar os casos.
Estudos mostram que indivíduos biofóbicos expressam maior apoio ao abate de animais como ursos, lobos e tubarões.
