Fracasso no combate à violência vira maior obstáculo de Lula na corrida pela reeleição em 2026

Foto: Reprodução/ Agência Brasil

Às vésperas de entrar no último ano de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário delicado para a tentativa de reeleição. O avanço da violência e a falta de resultados concretos na área da segurança pública despontam como o principal ponto de desgaste do governo, que também deixou pelo caminho promessas importantes nas áreas ambiental e de regulamentação das relações de trabalho, especialmente para trabalhadores de aplicativos.

Apesar de ter assumido compromissos ainda na campanha eleitoral, Lula chega a 2026 sem entregar pilares centrais da agenda que ajudou a garantir sua vitória em 2022. Na segurança pública, por exemplo, a promessa de criar um Ministério da Segurança Pública, com atuação direta no apoio aos governadores no combate ao crime organizado, segue no papel.

Agora, no último ano de mandato, o Planalto aposta na PEC da Segurança Pública como principal bandeira para tentar mostrar resposta à escalada da violência, mas o desgaste acumulado já pesa no debate eleitoral.

Promessas travadas no Congresso

Outro compromisso que dificilmente será cumprido como prometido é a reforma da legislação trabalhista. O programa de governo previa uma nova lei com ampla proteção social, incluindo autônomos e trabalhadores por aplicativo. Diante da composição conservadora do Congresso, o projeto foi engavetado.

O governo tenta manter viva ao menos a agenda dos entregadores e motoristas de aplicativos. Um grupo de trabalho foi criado no Ministério do Trabalho, sob coordenação de Guilherme Boulos, com representantes da categoria. Ainda assim, o avanço é lento e distante da promessa feita na campanha.

Meio ambiente: promessa parada na Casa Civil

Na área ambiental, apesar do protagonismo internacional com a realização da COP30, em Belém, uma promessa simbólica continua travada: a criação de uma Autoridade Climática Nacional, defendida pela ministra Marina Silva como condição para apoiar Lula em 2022.

O modelo do órgão foi elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas está parado desde 2024 na Casa Civil, sem avanço ou explicações oficiais.