O câncer de Pâncreas é reconhecido como uma das espécies mais agressivas da doença. Capaz de evoluir de maneira silenciosa, confunde diagnósticos concretos ao não gerar sintomas iniciais específicos. Especialistas explicam que apesar da existência de tratamento para combatê-la, a enfermidade é considerada como um desafio para o campo da medicina.
De acordo com médicos oncologistas, o câncer de pâncreas é considerado como uma das neoplasias (tumor) mais agressivos do campo da oncologia. A forma como cresce e não apresenta sintomas precoces são fatores responsáveis pela classificação.
Há motivos que explicam a agressividade do câncer. De acordo com especialistas, o tumor tem alta capacidade de invasão local. Também costuma se espalhar de forma precoce para outros órgãos, especialmente para fígado e peritônio, e, biologicamente, pode mostrar respostas ineficazes aos tratamentos disponíveis. A localização do órgão também é uma dificuldade. Por estar profundamente no abdômen, perto de diversos vasos sanguíneos, acabam complicando diagnósticos precoces e cirurgias curativas.
Responsável por exercer funções vitais, como a produção de enzimas digestivas e hormônios essenciais, como a insulina, por exemplo, o pâncreas pode ter partes de si retiradas, mas não pode ser completamente removido.
TRATAMENTO E PREVENÇÃO
Quando o câncer de pâncreas é identificado precocemente e é possível realizar cirurgia, essa é a principal chance de controle da doença, geralmente associada à quimioterapia antes ou depois do procedimento.
Em situações de casos mais avançados, o tratamento com quimioterapia sistêmica, de acordo com o oncologista, surge como alternativa à cirurgia, quando não viável. O principal objetivo da medida é controlar o avanço do câncer, aliviar sintomas e aumentar a expectativa de vida. Há, ainda, tratamentos de suporte, cuidados paliativos precoces e abordagens multidisciplinares como medidas em situações específicas.
Informações – Correio Braziliense
