Serviços em agências da Previdência Social poderão ser reagendados após período de suspensão de atendimento presencial

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai permitir que segurados realizem o reagendamento de atendimentos nas agências da Previdência Social após o período de paralisação temporária do sistema do instituto, que começa nessa quarta-feira (28).

A Dataprev informou que vai ampliar a capacidade do sistema do INSS por meio da transferência das informações para uma plataforma mais moderna.

Segundo a empresa, o período de paralisação foi escolhido com base em “critérios técnicos, com o objetivo de minimizar impactos sobre serviços essenciais, respeitando o cronograma de concessão de benefícios e o processamento da folha de pagamentos”.

Além do atendimento presencial, os serviços digitais também ficarão indisponíveis no site e no aplicativo Meu INSS, assim como na central telefônica 135.

Mutirões e antecipações

O INSS adotou algumas medidas para atender segurados que tinham agendamento durante o período da paralisação. Mutirões foram realizados nos fins de semana dos dias 17 e 18 e 24 e 25 de janeiro. Segundo Flávio, nesses casos, a remarcação foi feita automaticamente.

Com o retorno do serviço, o site e o aplicativo Meu INSS, a central 135 e as agências da Previdência Social devem voltar a funcionar normalmente no dia 2 de fevereiro. Com o retorno, o segurado que não conseguiu antecipar o atendimento poderá agendar uma nova data dos serviços.

Falhas no Meu INSS

O Meu INSS vem apresentando instabilidade desde o dia 19 de janeiro. Segundo a Dataprev, o problema ocorreu devido a um aumento superior a 200% na média diária de acessos à plataforma.

Foram registradas 10,8 milhões de visitas à plataforma de serviços previdenciários. Em períodos regulares, o Meu INSS contabiliza cerca de 3,5 milhões de acessos diários”, informou a empresa em nota.

Entre os fatores que explicam a alta demanda está o aumento de 83,9% na consulta da margem consignável — limite da renda que pode ser comprometido com parcelas de crédito — após o reajuste dos benefícios previdenciários em 2026.

Quem recebe o piso passou a ganhar R$ 1.621, valor alinhado ao novo salário mínimo, que teve reajuste de 6,79% em 1º de janeiro, com ganho real acima da inflação. Já os aposentados e pensionistas que recebem acima do mínimo tiveram aumento de 3,90%, conforme a variação do INPC acumulado em 2025.

A Dataprev também aponta aumento no fluxo de desbloqueio de empréstimos após a entrada em vigor do Decreto nº 12.561, de 2025, que determina que, a cada nova contratação de consignado, o benefício seja automaticamente bloqueado para novas operações. Assim, o segurado precisa fazer um novo desbloqueio sempre que quiser contratar outro empréstimo.

Com informações do site Extra