Estudantes do Pé-de-Meia poderão escolher entre poupança e Tesouro Selic para aplicar recursos do programa

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia passarão a ter liberdade para escolher como investir o recurso recebido: o valor poderá ser mantido na poupança ou aplicado no Tesouro Selic.
A medida é resultado de uma parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação (MEC) e a B3, a bolsa de valores do Brasil, oficializada na tarde desta sexta-feira (30).

PÉ-DE-MEIA 2026: 4 MILHÕES DE ALUNOS

Desde novembro, a iniciativa já vinha funcionando de forma experimental por meio do aplicativo Caixa Tem. Nesse período, cerca de 50 mil estudantes beneficiários do programa já passaram a investir no Tesouro Direto.
O Pé-de-Meia atende atualmente aproximadamente 4 milhões de estudantes, oferecendo um incentivo financeiro-educacional para estimular a permanência e a conclusão do ensino médio.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Antes da nova parceria, os recursos do programa só podiam ser aplicados na poupança. Com a mudança, os estudantes também poderão optar pelo Tesouro Selic, título público que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a proposta alia educação financeira e inclusão social. “Dar a opção de escolha faz com que o estudante busque informação e aprenda a decidir de forma consciente sobre seu próprio dinheiro”, afirmou.

SEM RISCO

O Tesouro Selic não oferece risco de perda do valor investido, variando conforme as condições do mercado. A escolha do tipo de aplicação, bem como o acompanhamento dos rendimentos, poderá ser feita diretamente pelo aplicativo Caixa Tem.
De acordo com o diretor de produtos de governo da Caixa, Tiago Cordeiro, o sistema apresenta as diferenças entre os dois tipos de investimento para orientar o estudante na decisão.

AUXÍLIO FINANCEIRO

Criado em 2024 pelo Ministério da Educação, o Pé-de-Meia é destinado a alunos do ensino médio da rede pública em situação de baixa renda.
O programa funciona como uma poupança educacional: ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe R$ 200 por mês, valor que pode ser sacado a qualquer momento. Além disso, há um depósito de R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, que só pode ser retirado após a formatura no ensino médio.

ESTÍMULO

Somando os incentivos mensais, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Enem, o valor total pode chegar a R$ 9,2 mil por estudante, segundo o Ministério da Educação.
A expectativa do governo é que a nova possibilidade de investimento estimule a educação financeira e fortaleça o planejamento dos jovens para o futuro.