Bolsonaro intensifica articulações políticas a partir da prisão e recebe aval do STF para visitas de aliados

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em Brasília por tentativa de golpe de Estado, deverá ter nos próximos dias uma agenda política intensa, voltada à montagem de palanques estaduais e à disputa da Presidência da República. Mesmo preso, Bolsonaro mantém influência sobre aliados e passa a ser visitado por parlamentares autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em meio às articulações do campo conservador para as eleições.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente, que está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

De acordo com decisão assinada nesta sexta-feira (30), Nikolas poderá visitar Bolsonaro no dia 21 de fevereiro, um sábado, no horário das 8h às 10h.

O despacho também permite a entrada de outros parlamentares em datas e horários distintos. No mesmo dia da visita de Nikolas Ferreira, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) foi autorizado a comparecer das 11h às 13h. Já para o dia 18 de fevereiro, uma quarta-feira, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) poderá visitar Bolsonaro das 11h às 13h, enquanto o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) foi autorizado a entrar no período das 8h às 10h. Bonetti, primeiro suplente do senador Romário (PL-RJ), assumiu o mandato em dezembro após o titular se licenciar.

Bolsonaro foi transferido para a Papudinha no dia 16 de janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.