O ator e humorista Paulo Vieira usou as redes sociais neste sábado (7) para relatar incômodo após ser filmado, sem autorização, durante uma conversa comum em um açougue. O vídeo foi publicado em formato de reels no Instagram, e o comediante afirmou ter se sentido traído ao descobrir que a interação havia sido transformada em conteúdo digital.
Segundo Paulo, ele acreditava estar apenas conversando com o comerciante, sem saber que estava sendo gravado por meio de óculos com câmera embutida. O episódio reacendeu o debate sobre os limites da produção de conteúdo nas redes sociais e a crescente invasão de privacidade provocada por novas tecnologias.
Em publicação na rede X, o humorista criticou a naturalização das gravações sem consentimento. Ele afirmou que o mínimo seria pedir autorização antes de filmar e questionou a cultura de exposição constante nas redes. Também rebateu comentários de que os óculos exibem luz indicativa quando estão gravando, afirmando que já existem adaptações capazes de ocultar esse sinal.
O caso chama atenção para a popularização dos chamados “óculos inteligentes”. A empresa Meta, que investe na consolidação desse tipo de produto, lançou em setembro de 2025 o modelo Meta Ray-Ban Display, com tela embutida na lente direita. O equipamento permite exibir mensagens, realizar chamadas de vídeo, acessar mapas, consultar inteligência artificial e gravar vídeos.
O modelo possui câmera externa de 12 megapixels, grava em resolução 1080p e oferece autonomia de cerca de seis horas por carga, com estojo que garante recargas adicionais.
O episódio envolvendo Paulo Vieira levanta questionamentos sobre privacidade em tempos de tecnologia vestível e reforça a necessidade de discutir limites éticos no uso de dispositivos capazes de registrar imagens de forma quase imperceptível.
