Levantamento mostra que mulheres só ganham mais em setores onde são minoria

A diferença salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho continua apresentando altos índices. Mesmo em áreas onde as mulheres são maioria — como Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais —, elas ainda recebem salários significativamente menores do que os dos homens. Já nos setores que ganham mais do que eles, como o de construção, elas representam apenas 4% dos profissionais.

Segundo uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) sobre desigualdade de gênero no mercado de trabalho brasileiro, os setores de serviços de educação, saúde e serviços sociais é o segundo a concentrar a maior participação feminina, com 74%.

Só fica atrás apenas do trabalho doméstico, onde 92% dos profissionais são mulheres. No entanto, apesar de ser um setor com forte presença feminina, tem a maior desigualdades salarial, com as mulheres recebendo 39% a menos que os homens.

DIFERENÇA SALARIAL

A pesquisa aponta que no último trimestre de 2025, a diferença salarial entre homens e mulheres foi de 21% – ou seja, as mulheres recebem, em média, 21% a menos que os homens. Porém, a porcentagem pode aumentar de acordo com a área de atuação. O estudo também revelou que as mulheres negras recebem, em média, 24% a menos que as mulheres brancas e 40% a menos que os homens.

A área da construção é a única categoria apresentada pelo estudo em que as mulheres têm vantagem salarial em relação aos homens: elas recebem cerca de 50% a mais. No entanto, a explicação para esse dado revela outro aspecto da desigualdade: apenas 4% das mulheres atuam no setor.

Informações – Extra

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