O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta o maior nível de desconfiança da população desde 2023, em meio à repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master e suspeitas que atingem integrantes da Corte.
Levantamento da AtlasIntel divulgado nesta sexta-feira (20) aponta que 60% dos brasileiros dizem não confiar no STF, enquanto apenas 34% afirmam confiar. Outros 6% não souberam opinar. É o pior índice da série histórica da pesquisa.
O desgaste da imagem do Judiciário está diretamente ligado à condução das investigações sobre o caso e às suspeitas de relação entre ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central no escândalo.
Segundo o levantamento, 66,1% dos entrevistados acreditam que há envolvimento direto de ministros do STF no caso, enquanto apenas 14,9% descartam essa possibilidade.
A percepção de interferência externa também é elevada: 76,9% afirmam que há muita influência de políticos e grupos de poder nas decisões da Corte, o que reforça a sensação de falta de imparcialidade.
Para o professor de direito constitucional da FGV, Oscar Vilhena, a credibilidade do Judiciário depende de pilares como independência e neutralidade.
“Quando se questiona a imparcialidade do Supremo, isso afeta diretamente a confiança da população”, avalia o Peofessor, em declaração publicada no Jornal O Estado de São Paulo.
Outro dado relevante mostra que 53% dos brasileiros consideram que o caso do Banco Master não deveria ser julgado pelo STF, enquanto 36,9% defendem a competência da Corte.
A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança.
