A criação e implantação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em Redenção, no Ceará, representam um marco histórico na luta contra o preconceito racial e na promoção da inclusão no ensino superior.
A repórter Michele Passos, ao participar do Jornal Alerta Geral, conta que, como resultado de anos de mobilização social, acadêmica e política, a Unilab nasceu com a missão de ampliar o acesso de estudantes afrodescendentes à universidade, além de fortalecer os laços culturais, científicos e educacionais entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa.
Vinculada ao Ministério da Educação, a instituição consolidou-se como um projeto inovador, que une formação acadêmica e integração internacional, com forte presença de estudantes estrangeiros, especialmente de nações africanas.
A escolha de Redenção, primeiro município brasileiro a libertar escravizados, reforça o simbolismo da universidade como instrumento de transformação social e enfrentamento das desigualdades históricas.
Atualmente, a Unilab funciona com campi no Ceará — em Redenção e Acarape — e também na Bahia, no município de São Francisco do Conde, ampliando seu alcance e consolidando sua atuação em diferentes regiões do país.
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