Internado desde o dia 17 de junho para tratar uma inflamação pulmonar, Carlos Alberto Parreira apresentou melhora nesta segunda-feira. De acordo com boletim médico, o ex-técnico da seleção brasileira campeã de 1994, de 83 anos, segue na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas teve a sedação reduzida e passou a acordar quando solicitado pelos médicos. Ele está recebendo cuidados no Hospital Samaritano Barra, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Apesar da baixa nos sedativos, o quadro de Parreira ainda demanda muita atenção. O ex-treinador sofre de insuficiência respiratória aguda e respira com auxílio de aparelhos. Segundo a unidade de saúde em que se encontra, seu quadro segue com melhora, mas segue necessitando de cuidados intensivos. Não há previsão de alta.
Parreira convive há anos com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável por parte importante da defesa imunológica do organismo. A doença foi revelada publicamente pelo treinador em 2022 e desde então ele passou por diferentes etapas de tratamento.
O linfoma de Hodgkin ocorre quando células do sistema imunológico sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma descontrolada, podendo atingir diferentes regiões do corpo. O câncer costuma surgir inicialmente em linfonodos do pescoço ou do tórax e, sem tratamento adequado, pode se espalhar para outros órgãos.
Um dos nomes mais importantes da história do futebol brasileiro, Parreira conquistou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, encerrando um jejum de 24 anos sem títulos mundiais da seleção brasileira. Ao longo da carreira, participou de seis Copas do Mundo como treinador e integrou comissões técnicas em outras edições do torneio.
Além da seleção brasileira, comandou equipes e seleções em diversos países, tornando-se um dos técnicos mais respeitados do futebol mundial. Sua trajetória inclui passagens por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, África do Sul e clubes brasileiros.
