Silencioso e agressivo: câncer de pâncreas tem mais chances de cura quando descoberto cedo

O câncer de pâncreas é um dos tumores mais letais do aparelho digestivo. Embora menos frequente que outros tipos, como os de mama ou próstata, ele se destaca pela gravidade e pelo alto índice de mortalidade. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11 mil diagnósticos por ano.

Essa baixa incidência, no entanto, não diminui a preocupação dos especialistas. Isso porque a maioria dos pacientes descobre a doença tardiamente. 

O câncer aparece quando as células deste órgão passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor que pode invadir tecidos próximos ou se espalhar para outras partes do corpo.

Entre os tipos de câncer pancreático, o mais comum e também o mais agressivo é o adenocarcinoma pancreático.

Sinais de alerta e sintomas mais comuns

Os sinais mais comuns incluem dor abdominal, emagrecimento rápido, cansaço, perda de apetite, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes mais claras que o normal e, às vezes, uma massa palpável no abdômen.

O tratamento do câncer de pâncreas depende diretamente do estágio em que a doença é descoberta. Quando o tumor está restrito ao órgão e não há metástases, a cirurgia é a principal abordagem e pode ser curativa. Casos mais avançados exigem estratégias combinadas, como quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, imunoterapia.