Popularizado a partir da pandemia de Covid-19, o home office segue em crescimento no governo federal após o Executivo estabelecer regras para o chamado teletrabalho. Hoje, 24% dos 445 mil servidores elegíveis a esse modelo atuam sob o regime, seja híbrido ou integral.
Quando se considera o universo de servidores ativos, a proporção é de 20%, ou seja, um em cada cinco. Os trabalhadores em regime remoto têm dispensa do registro eletrônico de ponto, e o desempenho é medido por metas e resultados.
No total, são 107.800 servidores públicos federais em algum tipo de home office, segundo dados de maio do Ministério da Gestão e Inovação (MGI). A maioria, 73.600 (68,4%), está no modelo híbrido, enquanto 33,5 mil (31,1%) atuam em regime integral remoto. Outros 527 trabalham no exterior (0,5%).
Em outubro de 2024, eram 84.200 servidores trabalhando à distância algum dia da semana, o equivalente a 16,6% do total do funcionalismo federal que poderia atuar dessa forma na época. Ou seja, houve um crescimento de aproximadamente 28% no número de servidores em trabalho remoto até maio deste ano.
Esse aumento aconteceu principalmente no modelo híbrido, que reunia 49.800 trabalhadores em outubro de 2024.
O home office no serviço público ganhou força após a pandemia, principalmente após a instituição do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que substitui o controle de ponto por um acompanhamento do trabalho baseado na produtividade.
“No serviço público, a eficiência não pode ser medida apenas por conveniência interna, mas pelo resultado para o cidadão”, Asafe Silva, advogado especializado em relações governamentais e gestão pública.
Um dos pontos centrais do programa é justamente o home office, no qual o servidor pode trabalhar em local definido por ele, em comum acordo com a chefia da unidade. Atualmente, 147.800 servidores participam do PGD. Destes, 39.600 estão trabalhando presencialmente. Instituído em 2022, o programa entrou em fase completa de implementação em novembro de 2024 e as avaliações realizadas pelos órgãos deverão ser publicadas a partir deste ano.
