As mensagens enviadas por José Gustavo Rabelo, de 21 anos, à mãe de Joviana Evelyn Iankovski, de 19, revelam uma tentativa de ocultar o desaparecimento da jovem após o assassinato, ocorrido em Sangão, Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, o suspeito se passou pela namorada nas redes sociais para convencer os familiares de que ela estava bem.
Durante o interrogatório, José Gustavo confirmou ter enviado as mensagens, conforme informou o delegado Murilo da Cunha. Ele foi preso em flagrante na segunda-feira (10), dia em que o corpo da estudante foi localizado, e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.
As conversas foram encaminhadas entre a madrugada de sexta-feira (7) e a segunda-feira (10). De acordo com a investigação, o suspeito criou justificativas para a ausência de Joviana e tentou tranquilizar a mãe, que já demonstrava preocupação com o desaparecimento da filha.
Joviana havia saído de casa na quinta-feira (6), dizendo que iria a um bar com amigos. Depois, seguiu para a residência do namorado, onde passaria a noite. A Polícia Civil trabalha com a suspeita de que ela tenha sido morta entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira.
Por volta das 3 horas da manhã de sexta, uma mensagem enviada pelo perfil de José Gustavo no Instagram simulava ter sido escrita pela própria Joviana:
“Oii mãe sou eu. Deixei meu carregador em casa, tô sem bateria. Eu e o José conseguimos folga pra hoje. Passei muito mal por conta da bebida.”
Em outra mensagem, o suspeito afirmou, ainda se passando pela estudante, que buscaria um carregador e voltaria a falar pelo WhatsApp. Também foram enviadas justificativas de que Joviana teria passado mal e procuraria atendimento médico para conseguir um atestado.
“Fiquei realmente muito mal, acho que vou no postinho daqui consultar e ver se consigo atestado, se não vou no hospital”, dizia outra mensagem.
Para os investigadores, as conversas reforçam a suspeita de que houve uma tentativa deliberada de simular que Joviana continuava viva e esconder o crime da família.
Em nota, a defesa de José Gustavo informou que continuará atuando de maneira “técnica e responsável” e afirmou que não pretende transformar a dor das famílias envolvidas em disputa pública. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina.