Os golpes digitais estão cada vez mais convincentes e podem chegar por diferentes canais, especialmente aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Com abordagens elaboradas e personalizadas, criminosos criam situações que parecem legítimas para induzir vítimas a compartilhar dados pessoais, clicar em links suspeitos ou fazer transferências bancárias.
O avanço da tecnologia tornou esse tipo de fraude ainda mais difícil de identificar. Mensagens bem escritas, imagens convincentes e até vozes que imitam pessoas conhecidas podem ser usadas para conquistar a confiança das vítimas. Nesse cenário, reconhecer os sinais de alerta e saber como agir diante de uma abordagem suspeita são medidas importantes para evitar prejuízos financeiros e a exposição de informações pessoais.
A dimensão do problema aparece nos números. O Brasil registrou 34 bilhões de tentativas de golpes digitais entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo o relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, publicado pela Global Anti-Scam Alliance (GASA).
Segundo turno das eleições
Com o segundo turno das eleições, os golpes se intensificam. Mensagens como: “seu título de eleitor foi cancelado” ou “se você não votou no primeiro turno não pode votar no segundo” podem ser avisos fraudulentos. Nessas abordagens, eles se passam por instituições oficiais e recorrem à manipulação psicológica para induzir vítimas ao erro. Entre os públicos que exigem atenção está o de pessoas com 60 anos ou mais.
Com risco iminente, o aumento da circulação de debates políticos em aplicativos de mensagens cria um ambiente explorado por criminosos, com áudios, vídeos e falsas notícias usados como iscas.
A dinâmica da campanha funciona como uma “nova roupagem” para fraudes já conhecidas: ao apropriar-se de temas, figuras públicas e instituições em evidência, os golpistas buscam ganhar a confiança da vítima.
Como identificar os sinais de um golpe
Além de desconfiar de mensagens suspeitas, é importante reconhecer as estratégias psicológicas utilizadas pelos criminosos para manipular as vítimas.
Entre as táticas mais comuns estão:
- Alertas falsos sobre bloqueios ou cancelamentos de contas bancárias.
- Emergências inventadas, como supostos sequestros e acidentes, para provocar pânico.
- Promessas de dinheiro fácil, investimentos com rendimentos elevados e prêmios inesperados.