Uma vacina contra o câncer desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e MSD reduziu em 42% o risco de morte ou de recorrência do melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. O resultado foi observado em um estudo clínico de fase 3, etapa avançada de pesquisa que avalia a eficácia e a segurança de um tratamento antes de uma possível aprovação pelas autoridades regulatórias.
Diferentemente das vacinas tradicionais, utilizadas para prevenir doenças infecciosas, a tecnologia foi desenvolvida para tratar pacientes que já tiveram um tumor. O imunizante é personalizado a partir das mutações genéticas específicas do câncer de cada paciente, com o objetivo de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais.
O melanoma se desenvolve nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. Embora seja menos frequente do que outros tipos de câncer cutâneo, é considerado particularmente perigoso devido à capacidade de se espalhar para outros órgãos, processo conhecido como metástase.
Segundo o presidente-executivo da Moderna, Stéphane Bancel, a expectativa é que a vacina chegue ao mercado em 2027. A previsão, no entanto, depende das etapas regulatórias necessárias para a aprovação do tratamento.
A tecnologia representa uma das estratégias em desenvolvimento na área da imunoterapia personalizada, que busca tornar o combate ao câncer mais direcionado às características genéticas de cada tumor.