O acidente vascular cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, pode afetar homens e mulheres em diferentes idades. No entanto, a frequência dos casos varia conforme o sexo e a faixa etária. Estudos apontam que, embora os homens apresentem maior incidência de novos casos entre 15 e 49 anos, mulheres jovens podem estar mais vulneráveis a determinados tipos da doença, especialmente o AVC isquêmico.
Uma revisão internacional estima que sejam registrados 49 novos casos de AVC por ano a cada 100 mil homens entre 15 e 49 anos. Entre as mulheres da mesma faixa etária, a estimativa é de 40 casos por 100 mil habitantes. Entretanto, outra análise de estudos identificou uma incidência 44% maior de AVC isquêmico entre mulheres com até 35 anos, em comparação com homens da mesma idade.
Gravidez e fatores de risco
Entre as mulheres, a gestação e o período após o parto exigem cuidados específicos, principalmente quando ocorrem complicações relacionadas à pressão arterial. Essas condições podem elevar o risco de AVC.
O uso de anticoncepcionais à base de estrogênio também merece avaliação individualizada. A atenção deve ser redobrada quando a mulher apresenta outros fatores de risco, como tabagismo e enxaqueca com aura.
Quais são os tipos de AVC?
O AVC acontece quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro é interrompido ou quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo. A doença é classificada principalmente em dois tipos: isquêmico e hemorrágico.
O AVC isquêmico, responsável pela maioria dos casos, ocorre quando uma artéria que transporta sangue para o cérebro é obstruída. Isso pode acontecer pela formação de um coágulo no próprio vaso ou pelo deslocamento de um êmbolo originado em outra parte do organismo, como o coração ou as grandes artérias.
Como prevenir o AVC?
A adoção de hábitos saudáveis é fundamental para reduzir o risco da doença, tanto entre homens quanto entre mulheres. Entre as principais medidas preventivas estão o controle da pressão arterial, o tratamento adequado do diabetes, o abandono do cigarro e a prática regular de atividades físicas.
Também é importante conhecer o histórico familiar, realizar acompanhamento médico periódico e identificar precocemente condições que possam aumentar a possibilidade de um episódio.
Sinais de alerta: quando procurar ajuda?
Reconhecer os sintomas do AVC e buscar atendimento rapidamente pode fazer a diferença na recuperação e na sobrevivência do paciente.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Fraqueza ou dormência repentina em um dos lados do corpo;
- Dificuldade súbita para falar ou compreender o que está sendo dito;
- Assimetria facial, com um dos lados do rosto aparentemente caído;
- Perda repentina da visão;
- Alterações bruscas de equilíbrio ou coordenação motora.
Diante de qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Não se deve esperar que os sinais desapareçam, pois o atendimento rápido é essencial para reduzir o risco de sequelas e salvar vidas.