Uma descoberta assustadora surpreendeu uma mulher que havia comprado um apartamento em um leilão em Minas Gerais. Ao entrar no imóvel, na última quinta-feira (5), Kalina Poliana encontrou restos mortais humanos sobre uma cama. A suspeita é de que a ossada pertença à antiga proprietária do apartamento, que estaria morta há aproximadamente um ano sem que vizinhos ou familiares tivessem conhecimento do ocorrido. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
O imóvel, localizado no município de Pará de Minas, havia sido arrematado por Kalina no dia 9 de outubro. Após concluir a compra, ela conseguiu autorização do filho da antiga proprietária para entrar no apartamento.
Em entrevista ao jornal local Patos Hoje, a compradora relatou que precisou da ajuda de um chaveiro para abrir a porta. Ao acessar o imóvel, deparou-se com o corpo em avançado estado de decomposição, sobre uma cama.
A situação chamou a atenção dos investigadores, principalmente pelo tempo em que os restos mortais teriam permanecido no local sem que o desaparecimento da moradora fosse comunicado às autoridades.
POLÍCIA SUSPEITA QUE MULHER ESTAVA MORTA HÁ CERCA DE UM ANO
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, as primeiras diligências apontam que o corpo pode ter permanecido dentro do apartamento por aproximadamente um ano.
Os investigadores encontraram o imóvel organizado e localizaram diversas cartas que teriam sido deixadas pela antiga proprietária.
“A apuração preliminar indica que o corpo permaneceu no interior do apartamento por aproximadamente um ano”, informou a corporação.
Uma das hipóteses investigadas é a de que a morte tenha ocorrido por intoxicação provocada por medicamentos ou substâncias venenosas. A causa, entretanto, ainda não foi confirmada.
Durante a avaliação inicial, não foram identificadas lesões aparentes nos restos mortais.
O material foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), e amostras biológicas serão submetidas a exames laboratoriais em Belo Horizonte para auxiliar na identificação e no esclarecimento das circunstâncias da morte.
ANTIGA PROPRIETÁRIA TERIA DITO A VIZINHOS QUE MUDARIA DE CIDADE
Outro detalhe que chamou a atenção da Polícia Civil é que a antiga moradora teria informado a vizinhos, no ano passado, que pretendia deixar o apartamento e se mudar para Varjão de Minas, município localizado a aproximadamente 75 quilômetros de Patos de Minas.
A declaração pode ter contribuído para que sua ausência não despertasse suspeitas entre as pessoas que conviviam com ela.
Segundo a Polícia Civil, não havia registro anterior de desaparecimento relacionado à mulher.
“A PCMG destaca que não constavam em seus registros informações ou boletins de ocorrência anteriores referentes ao desaparecimento da referida pessoa”, informou a corporação.
CASO É INVESTIGADO PELA POLÍCIA CIVIL
A investigação busca esclarecer a identidade da pessoa encontrada, as circunstâncias da morte e os motivos pelos quais o corpo permaneceu tanto tempo dentro do apartamento sem ser localizado.
A Caixa Econômica Federal, apontada como responsável pelo imóvel levado a leilão, foi procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo para prestar esclarecimentos.
O caso chama a atenção não apenas pelas circunstâncias da descoberta, mas também pelo longo período em que uma pessoa pode ter permanecido morta dentro de sua própria residência sem que sua ausência provocasse uma investigação.