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A advogada Priscila Brito dá continuidade ao tema ‘mulheres na política’ no Jornal Alerta Geral (Expresso Fm 104.3 na Grande Fortaleza + 26 emissoras no Interior + Redes Sociais) desta terça-feira (30). Priscila inicia sua participação respondendo ao questionamento que surgiu no programa realizado na quinta-feira passada: Afinal mulheres são culpadas pelas candidaturas laranjas?

Não, as mulheres não são culpadas. Mas, quem lhe dá a certeza que esta resposta está correta não sou eu, ou o direito, ou uma lei, mas a história.

A advogada fundamenta sua resposta em momentos históricos e em declarações ditas por homens que tiveram destaque em suas épocas em relação às mulheres. Priscila comenta que desde a Grécia antiga, onde o conceito de democracia foi criado, os filósofos Aristóteles e Platão já diziam que as mulheres eram seres inferiores aos homens. “Na China 479 anos antes de cristo a.c, Confúcio pregava que a mulher era o ser mais corrupto e corruptível no mundo”, diz Priscila.

Segundo a advogada, durante toda a história da humanidade a imagem do poder e da política sempre foram associadas ao homem, deixando as mulheres segregadas, e por este motivo a presenta feminina na política foi prejudicada. “E tudo isso explica o porque hoje as mulheres estão um pouco atrás na politica, não foi por vontade própria, mas sim por imposição masculina”, afirma Priscila.

A advogada questiona o motivo que, ainda atualmente, levam os partidos a realizem uma maior procura por candidatos já com dinheiro e visibilidade ou então que o próprio partido invistam massivamente no candidato, mas quando se trata de candidaturas femininas buscam registras parentes. “Como posso culpar as mulheres? Devemos culpar a quem pratica a fraude e não as vítimas do crime, ou mesmo as cotas em si”, comentou Priscila.

Priscila, que defende a cota de gênero para as candidaturas femininas, acredita que sem mulheres, não existe democracia. Para a advogada “A cota de gênero significa a consolidação de um avanço civilizatório necessário e o aprimoramento do regime democrático brasileiro”.