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Uma ação popular movida na Justiça Federal por advogados do Rio de Janeiro tenta barrar a possa de Cristiane Brasil, nomeada por Temer como ministra do Trabalho. Marcada pelo presidente para às 15 horas, a cerimônia ocorrerá nesta terça-feira, 9, no Palácio do Planalto, em Brasília. Pelo menos duas outras ações, com o objetivo de impedir a solenidade, já foram protocoladas na Justiça.

A ação encabeçada pelos advogados tem por motivação o fato de a ministra ter sido processada e condenada, na Justiça do Trabalho, a pagar indenização a dois ex-funcionários, que trabalhavam como motoristas de Cristiane. Os dois alegaram que não tiveram seus direitos trabalhistas respeitados, como a assinatura da carteira e controle das horas trabalhadas. Em um dos casos, inclusive, a futura ministra fechou um acordo para reconhecer o vínculo e pagar R$ 14 mil ao chofer. No outro, foi obrigada a pagar R$ 60 mil ao motorista.

Uma das ações contra a posse de Cristiane, assinada pelo advogado Thiago da Silva Ullmann, teve o pedido de liminar rejeitado neste domingo, 7, pela juíza titular da 1ª Vara Federal de Magé, Ana Carolina Vieira de Carvalho. A magistrada alegou que não havia urgência para analisar o caso durante o plantão judiciário, visto que a posse só deveria ocorrer na terça-feira, 9. A ação, contudo, deve ser decidida após o meio-dia de hoje, 8, com o fim do recesso forense e o retorno dos trabalhos normais na Justiça.

Cristiane Brasil é deputada federal pelo PTB do Rio do Janeiro e filha de Roberto Jefferson, ex-deputado que foi condenado no mensalão. Presidente nacional do partido, foi Jefferson quem articulou, pessoalmente, a nomeação da filha pelo presidente Michel Temer.

Com informação do Estado de São Paulo