A agressão cometida por adolescentes brasileiros contra três cães, em Santa Catarina, ultrapassou as fronteiras do país e ganhou repercussão internacional. O episódio, marcado por violência e crueldade, provocou indignação, protestos virtuais e comoção nas redes sociais, mobilizando ativistas da causa animal e personalidades públicas.
Dois dos quatro adolescentes identificados pela Polícia Civil de Santa Catarina como suspeitos de participação na morte do cão comunitário conhecido como Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, estão atualmente em viagem aos Estados Unidos, onde visitam parques da Disney, na Flórida. Segundo a polícia, a viagem já estava programada antes do crime e não tem relação direta com a investigação.
A presença dos jovens no exterior gerou uma onda de manifestações nas redes sociais. O perfil oficial da Disney World Brasil no Instagram recebeu centenas de comentários pedindo a retirada dos suspeitos dos parques e cobrando posicionamento das autoridades locais. Mensagens como “tem agressor de animais no seu parque” e “queremos justiça para o cachorro Orelha” se multiplicaram nas publicações.
Em uma das mensagens mais compartilhadas, uma usuária relatou o caso em inglês e pediu apoio das autoridades da Flórida para que os responsáveis sejam punidos. A mobilização virtual transformou o episódio em um símbolo de cobrança por punição mais rigorosa em casos de maus-tratos a animais.
O cão Orelha, que era cuidado por moradores da região, foi atacado no início de janeiro. Socorrido por voluntários, chegou a ser levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia seguinte. O caso causou forte comoção em Santa Catarina e em outras partes do país.
Diante da repercussão, a Polícia Civil deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra os adolescentes envolvidos e seus responsáveis legais. As autoridades informaram que entre os familiares ligados aos suspeitos há empresários e um advogado, mas os nomes não foram divulgados.
