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A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão da Justiça Federal que revogou a suspensão da utilização de radares móveis nas rodovias federais do país, de acordo com informações divulgadas pelo presidente Jair Bolsonaro em sua rede social. O uso de medidores de velocidade móveis e portáteis está suspenso desde agosto, por determinação do presidente.

Na quarta-feira (11), o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível, atendeu a um pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal (MPF), argumentando que a falta dos radares pode causar danos à sociedade. O recurso deverá ser encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília.

Em agosto, a determinação foi cumprida pela PRF após a publicação de um despacho do presidente Jair Bolsonaro. A suspensão atingiu o uso de radares estáticos, móveis e portáteis. De acordo com o governo, o Ministério da Infraestrutura está reavaliando a regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas.

A retirada dos radares de controle de velocidade fez aumentar o número de acidentes graves nas estradas federais. Trechos de BRs que cortam cidades da Grande Fortaleza e do Interior também registram mudanças nas estatísticas de acidentes após a suspensão, pelo governo federal, das lombadas eletrônicas. Sem radares, os motoristas pisam mais forte no acelerador.

Dados da PRF mostram que, nos quatro primeiros meses do ano, o país registrou queda de acidentes graves nas rodovias, mas em seguida, os casos passaram a subir. Entre janeiro e outubro, foram registrados 45 mil, contra 44 mil no mesmo período do ano passado.

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