Uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima, enviada de Portugal para ser exibida em igrejas no Ceará, segue retida desde a última segunda-feira (27) na alfândega do Aeroporto de Fortaleza, frustrando a programação religiosa que já mobilizava fiéis na capital e no Interior do estado.
A chegada da imagem era aguardada no Santuário de Fátima, em Fortaleza, e faria parte das celebrações da Trezena de Nossa Senhora de Fátima 2026. Durante a missa do meio-dia de segunda-feira, o padre Ivan de Souza informou aos fiéis que a imagem ainda não havia sido liberada por causa de pendências na documentação exigida para a entrada no país.
Segundo ele, toda a equipe responsável já estava no aeroporto desde as primeiras horas da manhã tentando resolver a situação, mas faltava um documento ligado à Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Assaré, no Cariri, que também receberia a imagem após a passagem por Fortaleza.
A réplica veio de Cova da Iria, em Portugal, onde fica o tradicional Santuário de Fátima, e faz parte da tradição das chamadas imagens peregrinas, enviadas para diferentes países como forma de devoção e celebração religiosa.
De acordo com pessoas que acompanham o caso, o principal problema é a ausência da Declaração Simplificada de Importação, a chamada DSI, exigida pela Receita Federal para regularizar a entrada de bens vindos do exterior, mesmo quando se trata de doação ou exposição temporária.
Esse documento serve para formalizar a importação, informando o valor estimado do objeto e identificando o responsável legal pela carga. Como a imagem será usada em exposição pública e não se enquadra como bagagem pessoal, ela precisa seguir regras específicas de importação.
Além disso, também seria necessário o cadastramento da Diocese de Crato no sistema Radar, da Receita Federal, que permite o acesso ao Siscomex, plataforma obrigatória para processos legais de importação e exportação no Brasil.
Sem essa regularização, a imagem não pode ser liberada pela alfândega. A expectativa da Igreja é de que a situação seja resolvida nos próximos dias para que a programação religiosa não seja prejudicada.
