Chuva aumenta risco de arboviroses e Capital intensifica vigilância contra contágio

Foto: Reprodução

Com a chegada do período chuvoso, cresce também a preocupação com a circulação de doenças como dengue, chikungunya e zika em Fortaleza. Entre os meses de janeiro e maio, quando historicamente os índices de infestação aumentam, a Prefeitura identificou 1.788 pontos considerados vulneráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas arboviroses.

Esses locais são classificados como áreas de maior risco por concentrarem recipientes e depósitos que facilitam a reprodução do mosquito, além de ambientes com maior possibilidade de introdução do vetor. Por isso, recebem acompanhamento mais frequente, com inspeções a cada 15 dias e, quando necessário, aplicação de controle químico.

As informações fazem parte do novo Plano Municipal de Contingência para o Controle e Enfrentamento de Epidemias por Arboviroses de 2026, elaborado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza.

O documento define estratégias de prevenção, monitoramento e resposta rápida diante do aumento de casos, além de mapear as regiões com maior risco de transmissão na Capital.

A intensificação da vigilância busca evitar surtos mais graves justamente no período em que as chuvas favorecem o acúmulo de água parada, principal ambiente para a reprodução do Aedes aegypti.

A orientação das autoridades de saúde continua sendo para que a população também faça sua parte, eliminando recipientes que possam acumular água e servindo de criadouros dentro de casa e em áreas próximas.