O brasileiro Alison dos Santos, o Piu, venceu a primeira edição do Mundial Ultimate de atletismo, disputada em Budapeste, na Hungria, no último domingo (13). Na prova dos 400 metros com barreiras, o brasileiro cruzou a linha em 45s98 e superou o norte-americano Rai Benjamin (46s40), a quem enfrentava pela primeira vez na temporada, e o norueguês Karsten Warholm (46s78).
Piu comemorou o resultado nas redes sociais, destacando a energia da torcida húngara e afirmando que queria “terminar a temporada lá no alto”.
A sequência de resultados de Piu no atletismo, porém, ainda soma pouco no dia a dia do mercado esportivo brasileiro. Segundo levantamento da KTO sobre os esportes mais apostados por seus usuários, o futebol lidera com 73,43% dos apostadores ativos e 85,10% do volume de apostas na plataforma, seguido por basquete (18,01% e 9,46%) e tênis (3,37% e 3,76%). Modalidades como o atletismo não figuram entre as cinco mais buscadas no mercado de aposta esportiva da casa, o que reforça o caráter fora da curva de uma temporada como a dele.
RECORDE MUNDIAL EM ZURIQUE
Pouco mais de duas semanas antes da vitória em Budapeste, Alison já havia deixado sua marca na temporada. Na etapa da Diamond League de Zurique, em 27 de agosto, correu os 400 metros com barreiras em 45s80 e estabeleceu um novo recorde mundial.
O tempo derrubou uma marca que resistia desde os Jogos de Tóquio. Até então, o recorde era de 45s94, registrado pelo norueguês Karsten Warholm.
TERCEIRO TÍTULO DA DIAMOND LEAGUE
No sábado seguinte ao recorde, em Bruxelas, Piu também fechou a temporada da Diamond League com o título, o terceiro da carreira, depois de 2022 e 2024. O brasileiro venceu cinco das seis etapas que valeram pontos para a Diamond League em 2026; a única em que não competiu foi a de Londres, vencida por Warholm, e dividiu o pódio com o compatriota Matheus Lima por duas vezes na temporada, na Silésia e em Bruxelas.
A sequência de conquistas de Piu se soma a outros momentos de destaque do país em modalidades individuais neste ano, como o do esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que voltou a ser campeão na Eslovênia poucas semanas após o ouro olímpico inédito do Brasil nos Jogos de Inverno.